quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Livro versus Filme versus Livro versus Filme

Eu, como grande apreciadora de filmes e livros, sempre fico pensando nas comparações feitas quando um é baseado no outro. Muitas vezes ouvi que os livros são sempre melhores, tem mais detalhes e tal. Na verdade acho que uma coisa não deveria ser comparada a outra assim sem um critério mais definido. Pensa bem: é óbvio que o livro precisa de mais detalhes, senão como é que o autor vai passar o que ele quer dizer se não for descrevendo a cena, o ambiente, o humor de cada um? E além disso, essa afirmação é meio balela vai, já que os filmes tem sim! tantos detalhes quanto os livros só que você geralmente presta atenção na ação principal e não no fio de cabelo em forma de interrogação grudado no box do banheiro. A não ser que o diretor queira que você preste atenção nisso. E aí é que tá: nos livros, é você quem dirige... Se está escrito " árvore" na página, você imagina a sua árvore, no angulo que quiser, e do tipo que você preferir. Já no filme é a árvore do diretor, no angulo, cor e tudo mais que ele escolheu. E acho também que o lado emocional pesa bastante já que você passa dias lendo um livro, e um filme, somente algumas horas.  Eu já me apeguei a certos personagens de uma forma que quando terminei o livro senti falta daquela convivência...

Preciso admitir que a comparação me parece ser mesmo inevitável então acho que a questão deveria ser outra, ao invés de qual é o melhor: um filme baseado em um livro consegue provocar o mesmo sentimento usando artíficios tão diferentes? Hãm...let me see.

Consigo pensar em três exemplos agora:

Tudo se ilumina (baseado no livro do Jonathan Safran Foer) é um dos livros mais bonitos que eu já li na vida. Chorei baldes. O filme é muito bonito, engraçado muitas vezes, a trilha perfeita, os personagens combinam até com o que eu tinha imaginado, mas não...não chegou nem perto de que senti lendo a história. Além disso, o filme só conta uma parte do livro. Diria só o superficial da história. Ponto para o livro.

Tem o Into the wild também. Li o livro, me impressionei com a história, principalmente por ser verídica mas achei que o escritor encheu linguiça fudidamente no meio...confesso que pulei umas páginas quando ele fugiu da história e começou contar de suas experiências. Agora o filme...Ah! O filme é muito mais intenso. Aliás, o que falar quando se tem Sean Penn por trás...sem comentários... Filme lindo! Melhor que o livro, sim! E além disso, pra quem acha que foi o Eddie Vedder que criou a trilha, ouve isso, esse é o cara: Jerry Hannan -  Ponto para o filme.

E por fim, o filme/livro que inspirou este post: acabei de assistir Millenium - Os Homens que Não Amavam Mulheres (The girl with the dragon tattoo - Stieg Larrson). Gostei do livro, apesar do começo confuso e dos fucking nomes em sueco que eu não sabia pronunciar, é um suspense muito bem escrito que me deixou curiosa e surpreendida até o fim. E o filme? Pasmem: conseguiu me passar o mesmo sentimento do livro! Assim, O MESMO MESMO! A minha reação ao que vai acontecendo na história foi assustadoramente parecida tanto no filme quanto no livro. A mesma simpatia e antipatia com os personagens. A mesma tensão. David Fincher conseguiu criar imagens muito parecidas com o que eu imaginei. Ele foi fiel à história do livro na maior parte das vezes e as pequenas adaptações foram sutis e válidas. Não revoltante como em alguns casos. Gostei do livro e gostei muito do filme. Portanto taí a exceção: livro tão bom quanto filme, filme tão bom quanto o livro. Recomendo os dois.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Gabe is in love with Lily Allen

Ouvi pela primeira vez alguns meses atrás (aquela velha história, tudo que está em voga não me atrai) e a conclusão final foi: não gostei muito, só daquelas duas músicas famosinhas. (grande parte também acho que foi pra contrariar o amigo que me mostrou, já que nossa amizade é baseada em balas cruzadas o tempo inteiro). Mas nas últimas duas semanas resolvi dar uma nova chance à garota, graças ao meu Ipod que, no shuffle, escolheu uma música da garota que me chamou bastante atenção e então resolvi ouvir o cd inteiro novamente. (Já até consigo ouvir ele me enchendo o saco) E descobri o segredo: tem que prestar atenção, pois as letras são muito boas! E outra coisa: ela tem aquela voizinha doce com um sotaque britânico super fofo e quando você menos espera ela está falando que o cara...bem, não dá no couro, mesmo ela tendo passado horas "lá embaixo" no centro-sul do corpo dele. E tem outra, senti uma super conexão com as letras, ou melhor com as histórias (aham, inclusive essa ai que já citei), e também com o jeito que ela escreve, assim meio irônico e na maioria em primeira pessoa (como eu e o John - Lennon, of course!). Mesmo as músicas que são em terceira pessoa, dá pra perceber que ela está falando dela mesma. E é assim que eu escrevo também e fiquei super surpresa depois desta descoberta já que tenho um projeto de banda que são músicas que falam dos meus causos (des)amorosos. E outra coisa que eu faço e ela também é que quando você pensa que aquela é uma música de amor, logo você percebe que não passa de um relacionamento fudido. 


Aí me lembrei do que o carinha lá do livro falou: algumas coisas são decepcionantes quando revistas, pois as vezes da primeira vez você pode ter gostado porque estava triste, tinha brigado com alguém, sei lá, alguma outra 'influenza'. Minha conclusão: tudo depende do momento, tanto para gostar quanto para não gostar, seja música, filme ou whatever. Se eu não estivesse tão empolgada com o meu projeto eu não teria gostado tanto da Lily quanto gosto agora. Ela é massa! Sem falar que aquele clipe anos 70 dela é f-o-d-a! Pronto. Falei.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Bem vindo ao clube!

 To lendo o Clube do Filme, um livro bem recente que conta a história de um pai que deixou o filho desistir da escola com a condição de assistir 3 filmes por semana, que o pai mesmo escolheria. Quando vi este livro na livraria fiquei super animada, mas deixei pra lá porque, entre outros motivos, o livro era em português e você sabe, isso não me anima muito. Odeio traduções. Mas pra minha felicidade um amigo acabou comprando e eu tive que pegar emprestado depois que ele me disse que tinha gostado da história. E o livro é ótimo! Inclusive a tradução - apesar de eu automaticamente tentar descobrir como foi dito em inglês a maioria das coisas. Porém para minha surpresa eu fiquei bem mais animada com a relação pai-filho do que o que eles falam sobre os filmes. E o pai, um jornalista canadense, fala umas coisas muito interessantes que eu fico pensando muito sobre. Como o que ele disse no começo por exemplo: "a segunda vez que você vê uma coisa na verdade é a primeira vez. Você precisa saber como a coisa termina antes de poder apreciar sua beleza desde o início." Por isso eu gosto de ler um livro e depois ver o filme do livro, como eu fiz da ultima vez com o Regras da Atração. Na verdade eu já tinha visto o filme alguns anos atrás e tinha gostado. Aí li o livro e achei super foda! A narrativa é ótima! Os personagens são perturbadinhos mas super cativantes. E o mais legal é que cada um conta seu ponto de vista de um mesmo acontecimento e você consegue montar na sua cabeça a sequencia dos fatos de acordo com o relato de cada um. Enfim. Vi o filme. Gostei. (inclusive lembra que te contei do francesinho que me apaixonei na facul? eu mandei uma cartinha pra ele com purpurina algumas semanas depois de ter visto o filme. ele ficou super encabulado segundo a minha fonte. Mas claro!!! Onde eu estava com a cabeça?) Li o livro. Adorei. E vi o filme de novo. Ahh, não gostei muito. Apesar de que constatando o que meu mais novo melhor amigo jornalista disse, dessa vez reparei mais como o filme foi feito e na direção e nos detalhes. Reparei como o diretor usa muito uma coisa que eu adoro: varias luzinhas desfocadas no fundo dando um efeito de bolinhas luminosas flutuantes. Tentei uma vez fazer isso numa sessão de fotos sem muito sucesso. 


*_*_*

Lendo esse livro fico pensando também como eu gostaria de ler um livro no qual eu poderia ler como uma pessoa me ve do jeito que o pai ve o filho, ou do jeito que a Carrie falava do Big, ou os menininhos do Rules of Attraction viam uns aos outros. Queria saber como uma pessoa me descreveria, ou até mesmo como algum dia eu servi de modelo para pelo menos uma pontinha na descrição de alguém, alguma coisa do tipo: enquanto isso a moça ao meu lado de cabelos longos levemente ondulados tão castanhos quanto seus olhos cintilantes, lia a última página de um livro escrito em uma língua diferente da usada neste país e que juntamente com as últimas linhas uma lágrima escorria sob seu rosto, me fazendo sentir como se perdendo algo por não conseguir me entregar a nada do jeito que aquela garota se entregou àquelas palavras.

Na verdade, alguém ja escreveu sobre mim. Mas nesse caso, acredito que a pessoa teve segundas intenções, afinal depois disso passei os dois anos seguintes como ele. O único comentário que me resta: escreve bem o desgraçado! Leia aqui!

domingo, 27 de setembro de 2009

Cuidado!

Acabei de ler: 

- The Rules of Attraction (emprestado)
Estou lendo: 
- Clube do Livro (emprestado)
Na fila:
- High Fidelity (comprado - eu não acredito que ainda nao li um dos tops da minha lista de filmes favoritos)
- A man walks into the room (comprado - mais um da Nicole Krauss que achei milagrosamente num sebo online)
- Sex and the City (comprado - tbm achado no sebo online. Tentativa numero 1 de ler o livro um ano atrás foi sem sucesso, mas como fã eu tenho que ler, então entra pra fila)
- The devil wears Prada (comprado - primeiro capitulo lido, mas interrompido pelo Rules of Attraction)
- Strangers in Paradise (emprestado - quadrinho)
- Death - the time of your life (emprestado - quadrinho)
- 1001 Nights of Snowfall (emprestado - quadrinho - os 3 ultimos foram adoravelmente emprestados pela menina do trampo que tem uma biblioteca maravilhosa em casa e antes de sair de férias - pra Paris - me trouxe os livros dizendo que eu preciso ler esses - apesar que não sou muito de quadrinhos eu confio no bom gosto da moça - e como ela vai estar 30 dias longe assim nao faltaria livros pra eu ler. Infelizmente eu leio meio devagar e tem muita coisa na frente, entao provavelmente ela vai voltar mas os livros não vao voltar tao cedo)
- Conspirações (emprestado - depois de uma volta pelo centro e uma bela conversa tive que emprestar esse já que fala de coisas que dizem por ai mas que tem controversias como a morte do Kurt Cobain, do Paul McCartney, etc..., fiquei loquinha pra ler)

*_*_*

Arranjei companhia pra ir de sebo em sebo. Eu vou atrás de livros. Ele vai atrás de vinis. Outro dia em uma das nossas buscas e no meio de uma leva de discos pelo preço de R$1,50 a 3,00, meu amigo achou dois da Rita Lee. Não sabendo qual dos dois levar, me incumbiu da tarefa de descobrir qual dos dois era o melhor. Olhei as músicas de um, tinha uma conhecida, olhei o rótulo, olhei o estado do vinil, procurei o ano e tudo mais - até parecia que eu entendia alguma coisa. Peguei o outro, o mesmo procedimento, apesar que nesse não tinha nenhuma música conhecida. Tough decision. Aconselhei ele a levar o primeiro e pra infelicidade do meu parceiro, ele me ouviu. Mais tarde naquele mesmo dia ele me conta:
- Lembra aquele vinil da Rita Lee?
- Sei.
- Você nao vai acreditar.
- ... 
- Coloquei pra tocar e de repente ouço "mamãe eu quero, mamãe eu quero mamar" numa voz conhecida que nao era nem perto da Rita Lee. O vinil que estava dentro era do Sergio Malandro!

4 dias se passaram e eu ainda estou rindo!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Fettuccines rules!

 Me lembro que uma vez no meio de uma conversa sobre bandas um amigo me disse que não tinha banda porque não tinha nada pra agregar/falar para o mundo. Depois disso eu fiquei pensando sobre o assunto e cheguei a seguinte conclusão: eu não estou nem ai pro mundo nesse sentido. Eu tenho banda porque eu gosto de escrever e fazer músicas sobre meus causos, ou sobre alguma idéia surgida durante um passeio pelo centro, ou sobre uns alguns sentimentos guardados, ou sobre uma conversa sem muito importância no telefone... E eu adoro! E eu não ligo se faz sentido pra alguém. Faz sentido pra mim e isso é suficiente.


No feriado de 7 de setembro gravamos 8 músicas com o Fettuccines. Quase tinha me esquecido como eu gosto de gravar. E inventar. Tive a chance de estrear o xilofone que eu mesma fiz (aliás preciso te ensinar como faz né) e nunca fiquei tão satisfeita com uma gravaçao quanto esta. Não ficou perfeita, tem erros claro, mas até que por ter sido feito ao semi-vivo, o EP ficou bom. E foi muito legal ter algo concreto de uma coisa que eu tenho me divertido tanto! Muitas risadas, algumas discussões, muito sanduíche com refri, muito tempo junto de pessoas que adoro... Agora me diz, precisa ter mais sentido do que isso? Pra mim não. Eu deixo pra outras pessoas agregar coisas ao mundo através da musica. Eu, quero é tocar!

Quer ouvir? Ta aqui: CAFÉ & CANÇÕES - EP

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Francisco Roberto

Coincidência n 8:


Uma amiga fotógrafa tinha recém aberto um estúdio de fotografia e na empolgação do momento (e talvez pelo fato que sou meio exibidinha pra tirar fotos) me convidou para uma sessão de fotos que seriam parte da sua nova exposição. A proposta era usar roupas que normalmente, ou melhor dizendo, nunca usaria por ai. Na hora me veio à cabeça o figurino: um chapéu de cowboy de palha trançadinho super bonito da minha irmã e uma jaqueta de camurça marrom com longas franjas nas mangas e na parte da frente, com detalhes em pedrinhas redondas verde-menta, que foi achado num brexó. Coloquei por baixo uma camiseta amarelhinha clara com um desenho marrom meio estilo "trucker" e uma calça jeans clara, e estava completo o visú. A sessão foi super divertida, as fotos ficaram legais e muitas olhadas depois percebi uma coisa: a camiseta amarelinha da qual mencionei tinha um desenho de um carro e logo abaixo dizia: San Francisco 550-329-8269. A coincidencia: como a camiseta estava embaixo da jaquetinha de franjas somente parte da estampa podia ser vista, entao lia-se somente Francisco e alguns numeros. Agora a parte engraçada: na época eu namorava um menino chamado Francisco! E pareceu que eu andava por ai com o nome do meu namorado estampado na camiseta, haha.

Tá aqui a foto: AQUI

*_*_*

Tenho tido várias aulas de conversação em inglês que na verdade mais parecem sessões de terapia pois em duas horas de conversa é impossível não chegar a questões e causos pessoais. Dos 3 últimos que tive consegui levar os 3 as lágrimas. E além do mais sempre tem algo interessante que eles contam. Hoje vou te contar uma historia desse aluno que com muito custo me contou um fato curioso sobre seu nome. Diz ele que aos cinco anos de idade ele não havia sido registrado no cartório ainda - acredito eu que a uns 40 anos atrás isso não era algo muito importante. Minha mae por exemplo foi registrada 6 meses depois do nascimento entao oficialmente o aniversario dela é em dezembro e não em agosto. Sentindo a necessidade de tal registro o pai dele chegou e perguntou se ele queria mudar de nome e qual seria. Como ele era muito fã de Roberto Carlos nem pensou duas vezes e respondeu que queria que seu nome fosse Roberto! O pai meio que não concordou mas no fim chegaram a um acordo e seu nome oficial ficou Eloi Roberto. Achei o máximo e já posso colocar no meu livro de experiência: pessoas que eu conheço que escolheram o próprio nome: 1.

*_*_*

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Pq as coisas acontecem assim eu não sei.

Coincidencia nº7
Dialogo:

C: Eu sempre durmo no cinema.
G: Eu, as vezes. Mas eu dormi no Independence Day (lembrando que, nossa! isso foi a muito tempo atrás!)
C: Po, como voce conseguiu, com todas aquelas bombas e explosões, etc.
G: Nao, nao, mas esse não...
C: (interrompendo) Inclusive a gente tem esse dvd ai nao tem? Onde que tá?
G: Não, mas não é esse filme que...
C: (interrompendo denovo) Ahh aquela caixinha de papelão é tão linda...
G: (num tom mais firme dessa vez) O que a gente tem não é Independence Day!...é...é o...putz, como é o nome mesmo?
(as imagens vão passando pela minha cabeça como se fosse um trailer do dia que comprei na Virgin da Union Square por míseros 10 dolares essa edição especial do DVD, com uma caixinha de papelão daquela cor parda, escrito de fora a fora CONFIDENCIAL e com um selo vermelho imitando aqueles de cera do tipo que se faziam nos tempos das corespondencias da realeza, mas o nome do bendito...nada!)
C: Ah não é? Então é o...o...
G:...
C:...

E do mesmo jeito que começou, terminou. Assim do nada, já que a preguiça era tamanha que preferimos trocar de assunto a levantar da cama e procurar o dvd e descobrir o nome. Mas felizmente as coincidencias andam sempre lado a lado com a minha pessoa. No outro dia de manha, indo para o trabalho lendo o Rules of Attraction (porque segundo o que minha fornecedora oficial de livros decidiu: chega de livros bonitinhos pra voce. Vai um mais pesado agora. Alrighty, then!) acontece que a menina tendo uma conversa com a amiga dela pergunta: What´s the movie tonight? E a resposta: APOCALYPSE NOW! 


Bingo!

Acredita?

*_*_*

Falando em livros bonitinhos, terminei o History of Love da Nicole Krauss semana passada e realmente fiquei impressionada! Quando emprestei da menina, ela me falou que era incrivelmente parecido com os livros do Jonathan Safran Foer (o autor de Everything is Illuminated, lembra?), mas assim tão parecido, ela me contando, que se alguem falasse que era dele, ninguém jamais iria duvidar. E o mais impressionante é que eles são casados agora, mas ela escreveu esse livro antes deles se conhecerem. Enquanto eu lia o livro eu não acreditava como era possível! Não acreditei como a linguagem é a mesma, os temas são os mesmos, e até como algumas palavras são as mesmas. Na verdade os livros são tão parecidos que nem parece que é do mesmo autor, parece que os dois receberam a tarefa de escrever um livro incluindo uma mesma lista de coisas na história. Vou comparar pra voce ter uma ideia o Incredibly Loud, Extremely Close do Foer com o History of Love, e veja se não estou certa:
As duas historias:
- tem o personagem principal sendo uma criança morando em Manhattan indo em busca de alguma coisa pelos 5 cantos de NYC;
- o pai das duas morreu;
- os dois falam de solidão;
- em um o menino quer achar a fechadura que abre uma chave e no outro o cara é um chaveiro e sabe tudo sobre fechaduras;
- nos dois tem senhores de idade que escrevem um livro sobre a historia das suas vidas para seus filhos que não conheceram e morreram;
- em um a pessoa tem um bloqueio que faz com que ele vá perdendo a habilidade de falar as palavras até que não sobra nenhuma, e no outro a menina tem medo que a mãe esqueça das palavras de acordo com que as paginas do dicionario vão se desgrudando;
- os dois tem fortes influencias dos costumes judeus (porque os autores foram educados assim) inclusive usando várias das mesmas palavras em Yidishe;
- os dois falam sobre um telefone daqueles de brincadeira de criança feito de latinhas e um barbante, ligando dois lugares distantes. Um liga NYC a uma outra cidadezinha separados por um rio e no outro é NYC e a Europa separados por um oceano...

E eu podia continuar com varios outros exemplos...talvez ainda o faça um dia. E pensando bem, eu já nem sei mais o que é isso...destino, afinidade, conexão...só sei que tenho até medo de ir mais afundo na relação desses dois com medo de descobrir alguma coisa que acabe com toda essa magia criada na minha cabecinha de vento.