Eu, como grande apreciadora de filmes e livros, sempre fico pensando nas comparações feitas quando um é baseado no outro. Muitas vezes ouvi que os livros são sempre melhores, tem mais detalhes e tal. Na verdade acho que uma coisa não deveria ser comparada a outra assim sem um critério mais definido. Pensa bem: é óbvio que o livro precisa de mais detalhes, senão como é que o autor vai passar o que ele quer dizer se não for descrevendo a cena, o ambiente, o humor de cada um? E além disso, essa afirmação é meio balela vai, já que os filmes tem sim! tantos detalhes quanto os livros só que você geralmente presta atenção na ação principal e não no fio de cabelo em forma de interrogação grudado no box do banheiro. A não ser que o diretor queira que você preste atenção nisso. E aí é que tá: nos livros, é você quem dirige... Se está escrito " árvore" na página, você imagina a sua árvore, no angulo que quiser, e do tipo que você preferir. Já no filme é a árvore do diretor, no angulo, cor e tudo mais que ele escolheu. E acho também que o lado emocional pesa bastante já que você passa dias lendo um livro, e um filme, somente algumas horas. Eu já me apeguei a certos personagens de uma forma que quando terminei o livro senti falta daquela convivência...
Preciso admitir que a comparação me parece ser mesmo inevitável então acho que a questão deveria ser outra, ao invés de qual é o melhor: um filme baseado em um livro consegue provocar o mesmo sentimento usando artíficios tão diferentes? Hãm...let me see.
Consigo pensar em três exemplos agora:
Tudo se ilumina (baseado no livro do Jonathan Safran Foer) é um dos livros mais bonitos que eu já li na vida. Chorei baldes. O filme é muito bonito, engraçado muitas vezes, a trilha perfeita, os personagens combinam até com o que eu tinha imaginado, mas não...não chegou nem perto de que senti lendo a história. Além disso, o filme só conta uma parte do livro. Diria só o superficial da história. Ponto para o livro.
Tem o Into the wild também. Li o livro, me impressionei com a história, principalmente por ser verídica mas achei que o escritor encheu linguiça fudidamente no meio...confesso que pulei umas páginas quando ele fugiu da história e começou contar de suas experiências. Agora o filme...Ah! O filme é muito mais intenso. Aliás, o que falar quando se tem Sean Penn por trás...sem comentários... Filme lindo! Melhor que o livro, sim! E além disso, pra quem acha que foi o Eddie Vedder que criou a trilha, ouve isso, esse é o cara: Jerry Hannan - Ponto para o filme.
E por fim, o filme/livro que inspirou este post: acabei de assistir Millenium - Os Homens que Não Amavam Mulheres (The girl with the dragon tattoo - Stieg Larrson). Gostei do livro, apesar do começo confuso e dos fucking nomes em sueco que eu não sabia pronunciar, é um suspense muito bem escrito que me deixou curiosa e surpreendida até o fim. E o filme? Pasmem: conseguiu me passar o mesmo sentimento do livro! Assim, O MESMO MESMO! A minha reação ao que vai acontecendo na história foi assustadoramente parecida tanto no filme quanto no livro. A mesma simpatia e antipatia com os personagens. A mesma tensão. David Fincher conseguiu criar imagens muito parecidas com o que eu imaginei. Ele foi fiel à história do livro na maior parte das vezes e as pequenas adaptações foram sutis e válidas. Não revoltante como em alguns casos. Gostei do livro e gostei muito do filme. Portanto taí a exceção: livro tão bom quanto filme, filme tão bom quanto o livro. Recomendo os dois.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Livro versus Filme versus Livro versus Filme
Postado por Gabriela Salmazo às 00:27 0 comentários
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Gabe is in love with Lily Allen
Ouvi pela primeira vez alguns meses atrás (aquela velha história, tudo que está em voga não me atrai) e a conclusão final foi: não gostei muito, só daquelas duas músicas famosinhas. (grande parte também acho que foi pra contrariar o amigo que me mostrou, já que nossa amizade é baseada em balas cruzadas o tempo inteiro). Mas nas últimas duas semanas resolvi dar uma nova chance à garota, graças ao meu Ipod que, no shuffle, escolheu uma música da garota que me chamou bastante atenção e então resolvi ouvir o cd inteiro novamente. (Já até consigo ouvir ele me enchendo o saco) E descobri o segredo: tem que prestar atenção, pois as letras são muito boas! E outra coisa: ela tem aquela voizinha doce com um sotaque britânico super fofo e quando você menos espera ela está falando que o cara...bem, não dá no couro, mesmo ela tendo passado horas "lá embaixo" no centro-sul do corpo dele. E tem outra, senti uma super conexão com as letras, ou melhor com as histórias (aham, inclusive essa ai que já citei), e também com o jeito que ela escreve, assim meio irônico e na maioria em primeira pessoa (como eu e o John - Lennon, of course!). Mesmo as músicas que são em terceira pessoa, dá pra perceber que ela está falando dela mesma. E é assim que eu escrevo também e fiquei super surpresa depois desta descoberta já que tenho um projeto de banda que são músicas que falam dos meus causos (des)amorosos. E outra coisa que eu faço e ela também é que quando você pensa que aquela é uma música de amor, logo você percebe que não passa de um relacionamento fudido.
Postado por Gabriela Salmazo às 10:18 0 comentários
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Bem vindo ao clube!
To lendo o Clube do Filme, um livro bem recente que conta a história de um pai que deixou o filho desistir da escola com a condição de assistir 3 filmes por semana, que o pai mesmo escolheria. Quando vi este livro na livraria fiquei super animada, mas deixei pra lá porque, entre outros motivos, o livro era em português e você sabe, isso não me anima muito. Odeio traduções. Mas pra minha felicidade um amigo acabou comprando e eu tive que pegar emprestado depois que ele me disse que tinha gostado da história. E o livro é ótimo! Inclusive a tradução - apesar de eu automaticamente tentar descobrir como foi dito em inglês a maioria das coisas. Porém para minha surpresa eu fiquei bem mais animada com a relação pai-filho do que o que eles falam sobre os filmes. E o pai, um jornalista canadense, fala umas coisas muito interessantes que eu fico pensando muito sobre. Como o que ele disse no começo por exemplo: "a segunda vez que você vê uma coisa na verdade é a primeira vez. Você precisa saber como a coisa termina antes de poder apreciar sua beleza desde o início." Por isso eu gosto de ler um livro e depois ver o filme do livro, como eu fiz da ultima vez com o Regras da Atração. Na verdade eu já tinha visto o filme alguns anos atrás e tinha gostado. Aí li o livro e achei super foda! A narrativa é ótima! Os personagens são perturbadinhos mas super cativantes. E o mais legal é que cada um conta seu ponto de vista de um mesmo acontecimento e você consegue montar na sua cabeça a sequencia dos fatos de acordo com o relato de cada um. Enfim. Vi o filme. Gostei. (inclusive lembra que te contei do francesinho que me apaixonei na facul? eu mandei uma cartinha pra ele com purpurina algumas semanas depois de ter visto o filme. ele ficou super encabulado segundo a minha fonte. Mas claro!!! Onde eu estava com a cabeça?) Li o livro. Adorei. E vi o filme de novo. Ahh, não gostei muito. Apesar de que constatando o que meu mais novo melhor amigo jornalista disse, dessa vez reparei mais como o filme foi feito e na direção e nos detalhes. Reparei como o diretor usa muito uma coisa que eu adoro: varias luzinhas desfocadas no fundo dando um efeito de bolinhas luminosas flutuantes. Tentei uma vez fazer isso numa sessão de fotos sem muito sucesso.
Postado por Gabriela Salmazo às 10:05 0 comentários
domingo, 27 de setembro de 2009
Cuidado!
Acabei de ler:
Postado por Gabriela Salmazo às 20:34 0 comentários
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Fettuccines rules!
Me lembro que uma vez no meio de uma conversa sobre bandas um amigo me disse que não tinha banda porque não tinha nada pra agregar/falar para o mundo. Depois disso eu fiquei pensando sobre o assunto e cheguei a seguinte conclusão: eu não estou nem ai pro mundo nesse sentido. Eu tenho banda porque eu gosto de escrever e fazer músicas sobre meus causos, ou sobre alguma idéia surgida durante um passeio pelo centro, ou sobre uns alguns sentimentos guardados, ou sobre uma conversa sem muito importância no telefone... E eu adoro! E eu não ligo se faz sentido pra alguém. Faz sentido pra mim e isso é suficiente.
Postado por Gabriela Salmazo às 12:37 0 comentários
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Francisco Roberto
Coincidência n 8:
Postado por Gabriela Salmazo às 17:56 0 comentários
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Pq as coisas acontecem assim eu não sei.
Coincidencia nº7
Dialogo:
C: Eu sempre durmo no cinema.
G: Eu, as vezes. Mas eu dormi no Independence Day (lembrando que, nossa! isso foi a muito tempo atrás!)
C: Po, como voce conseguiu, com todas aquelas bombas e explosões, etc.
G: Nao, nao, mas esse não...
C: (interrompendo) Inclusive a gente tem esse dvd ai nao tem? Onde que tá?
G: Não, mas não é esse filme que...
C: (interrompendo denovo) Ahh aquela caixinha de papelão é tão linda...
G: (num tom mais firme dessa vez) O que a gente tem não é Independence Day!...é...é o...putz, como é o nome mesmo?
(as imagens vão passando pela minha cabeça como se fosse um trailer do dia que comprei na Virgin da Union Square por míseros 10 dolares essa edição especial do DVD, com uma caixinha de papelão daquela cor parda, escrito de fora a fora CONFIDENCIAL e com um selo vermelho imitando aqueles de cera do tipo que se faziam nos tempos das corespondencias da realeza, mas o nome do bendito...nada!)
C: Ah não é? Então é o...o...
G:...
C:...
E do mesmo jeito que começou, terminou. Assim do nada, já que a preguiça era tamanha que preferimos trocar de assunto a levantar da cama e procurar o dvd e descobrir o nome. Mas felizmente as coincidencias andam sempre lado a lado com a minha pessoa. No outro dia de manha, indo para o trabalho lendo o Rules of Attraction (porque segundo o que minha fornecedora oficial de livros decidiu: chega de livros bonitinhos pra voce. Vai um mais pesado agora. Alrighty, then!) acontece que a menina tendo uma conversa com a amiga dela pergunta: What´s the movie tonight? E a resposta: APOCALYPSE NOW!
Acredita?
*_*_*
Falando em livros bonitinhos, terminei o History of Love da Nicole Krauss semana passada e realmente fiquei impressionada! Quando emprestei da menina, ela me falou que era incrivelmente parecido com os livros do Jonathan Safran Foer (o autor de Everything is Illuminated, lembra?), mas assim tão parecido, ela me contando, que se alguem falasse que era dele, ninguém jamais iria duvidar. E o mais impressionante é que eles são casados agora, mas ela escreveu esse livro antes deles se conhecerem. Enquanto eu lia o livro eu não acreditava como era possível! Não acreditei como a linguagem é a mesma, os temas são os mesmos, e até como algumas palavras são as mesmas. Na verdade os livros são tão parecidos que nem parece que é do mesmo autor, parece que os dois receberam a tarefa de escrever um livro incluindo uma mesma lista de coisas na história. Vou comparar pra voce ter uma ideia o Incredibly Loud, Extremely Close do Foer com o History of Love, e veja se não estou certa:
As duas historias:
- tem o personagem principal sendo uma criança morando em Manhattan indo em busca de alguma coisa pelos 5 cantos de NYC;
- em um o menino quer achar a fechadura que abre uma chave e no outro o cara é um chaveiro e sabe tudo sobre fechaduras;
- nos dois tem senhores de idade que escrevem um livro sobre a historia das suas vidas para seus filhos que não conheceram e morreram;
- em um a pessoa tem um bloqueio que faz com que ele vá perdendo a habilidade de falar as palavras até que não sobra nenhuma, e no outro a menina tem medo que a mãe esqueça das palavras de acordo com que as paginas do dicionario vão se desgrudando;
- os dois tem fortes influencias dos costumes judeus (porque os autores foram educados assim) inclusive usando várias das mesmas palavras em Yidishe;
- os dois falam sobre um telefone daqueles de brincadeira de criança feito de latinhas e um barbante, ligando dois lugares distantes. Um liga NYC a uma outra cidadezinha separados por um rio e no outro é NYC e a Europa separados por um oceano...
Postado por Gabriela Salmazo às 15:45 0 comentários