domingo, 27 de setembro de 2009

Cuidado!

Acabei de ler: 

- The Rules of Attraction (emprestado)
Estou lendo: 
- Clube do Livro (emprestado)
Na fila:
- High Fidelity (comprado - eu não acredito que ainda nao li um dos tops da minha lista de filmes favoritos)
- A man walks into the room (comprado - mais um da Nicole Krauss que achei milagrosamente num sebo online)
- Sex and the City (comprado - tbm achado no sebo online. Tentativa numero 1 de ler o livro um ano atrás foi sem sucesso, mas como fã eu tenho que ler, então entra pra fila)
- The devil wears Prada (comprado - primeiro capitulo lido, mas interrompido pelo Rules of Attraction)
- Strangers in Paradise (emprestado - quadrinho)
- Death - the time of your life (emprestado - quadrinho)
- 1001 Nights of Snowfall (emprestado - quadrinho - os 3 ultimos foram adoravelmente emprestados pela menina do trampo que tem uma biblioteca maravilhosa em casa e antes de sair de férias - pra Paris - me trouxe os livros dizendo que eu preciso ler esses - apesar que não sou muito de quadrinhos eu confio no bom gosto da moça - e como ela vai estar 30 dias longe assim nao faltaria livros pra eu ler. Infelizmente eu leio meio devagar e tem muita coisa na frente, entao provavelmente ela vai voltar mas os livros não vao voltar tao cedo)
- Conspirações (emprestado - depois de uma volta pelo centro e uma bela conversa tive que emprestar esse já que fala de coisas que dizem por ai mas que tem controversias como a morte do Kurt Cobain, do Paul McCartney, etc..., fiquei loquinha pra ler)

*_*_*

Arranjei companhia pra ir de sebo em sebo. Eu vou atrás de livros. Ele vai atrás de vinis. Outro dia em uma das nossas buscas e no meio de uma leva de discos pelo preço de R$1,50 a 3,00, meu amigo achou dois da Rita Lee. Não sabendo qual dos dois levar, me incumbiu da tarefa de descobrir qual dos dois era o melhor. Olhei as músicas de um, tinha uma conhecida, olhei o rótulo, olhei o estado do vinil, procurei o ano e tudo mais - até parecia que eu entendia alguma coisa. Peguei o outro, o mesmo procedimento, apesar que nesse não tinha nenhuma música conhecida. Tough decision. Aconselhei ele a levar o primeiro e pra infelicidade do meu parceiro, ele me ouviu. Mais tarde naquele mesmo dia ele me conta:
- Lembra aquele vinil da Rita Lee?
- Sei.
- Você nao vai acreditar.
- ... 
- Coloquei pra tocar e de repente ouço "mamãe eu quero, mamãe eu quero mamar" numa voz conhecida que nao era nem perto da Rita Lee. O vinil que estava dentro era do Sergio Malandro!

4 dias se passaram e eu ainda estou rindo!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Fettuccines rules!

 Me lembro que uma vez no meio de uma conversa sobre bandas um amigo me disse que não tinha banda porque não tinha nada pra agregar/falar para o mundo. Depois disso eu fiquei pensando sobre o assunto e cheguei a seguinte conclusão: eu não estou nem ai pro mundo nesse sentido. Eu tenho banda porque eu gosto de escrever e fazer músicas sobre meus causos, ou sobre alguma idéia surgida durante um passeio pelo centro, ou sobre uns alguns sentimentos guardados, ou sobre uma conversa sem muito importância no telefone... E eu adoro! E eu não ligo se faz sentido pra alguém. Faz sentido pra mim e isso é suficiente.


No feriado de 7 de setembro gravamos 8 músicas com o Fettuccines. Quase tinha me esquecido como eu gosto de gravar. E inventar. Tive a chance de estrear o xilofone que eu mesma fiz (aliás preciso te ensinar como faz né) e nunca fiquei tão satisfeita com uma gravaçao quanto esta. Não ficou perfeita, tem erros claro, mas até que por ter sido feito ao semi-vivo, o EP ficou bom. E foi muito legal ter algo concreto de uma coisa que eu tenho me divertido tanto! Muitas risadas, algumas discussões, muito sanduíche com refri, muito tempo junto de pessoas que adoro... Agora me diz, precisa ter mais sentido do que isso? Pra mim não. Eu deixo pra outras pessoas agregar coisas ao mundo através da musica. Eu, quero é tocar!

Quer ouvir? Ta aqui: CAFÉ & CANÇÕES - EP

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Francisco Roberto

Coincidência n 8:


Uma amiga fotógrafa tinha recém aberto um estúdio de fotografia e na empolgação do momento (e talvez pelo fato que sou meio exibidinha pra tirar fotos) me convidou para uma sessão de fotos que seriam parte da sua nova exposição. A proposta era usar roupas que normalmente, ou melhor dizendo, nunca usaria por ai. Na hora me veio à cabeça o figurino: um chapéu de cowboy de palha trançadinho super bonito da minha irmã e uma jaqueta de camurça marrom com longas franjas nas mangas e na parte da frente, com detalhes em pedrinhas redondas verde-menta, que foi achado num brexó. Coloquei por baixo uma camiseta amarelhinha clara com um desenho marrom meio estilo "trucker" e uma calça jeans clara, e estava completo o visú. A sessão foi super divertida, as fotos ficaram legais e muitas olhadas depois percebi uma coisa: a camiseta amarelinha da qual mencionei tinha um desenho de um carro e logo abaixo dizia: San Francisco 550-329-8269. A coincidencia: como a camiseta estava embaixo da jaquetinha de franjas somente parte da estampa podia ser vista, entao lia-se somente Francisco e alguns numeros. Agora a parte engraçada: na época eu namorava um menino chamado Francisco! E pareceu que eu andava por ai com o nome do meu namorado estampado na camiseta, haha.

Tá aqui a foto: AQUI

*_*_*

Tenho tido várias aulas de conversação em inglês que na verdade mais parecem sessões de terapia pois em duas horas de conversa é impossível não chegar a questões e causos pessoais. Dos 3 últimos que tive consegui levar os 3 as lágrimas. E além do mais sempre tem algo interessante que eles contam. Hoje vou te contar uma historia desse aluno que com muito custo me contou um fato curioso sobre seu nome. Diz ele que aos cinco anos de idade ele não havia sido registrado no cartório ainda - acredito eu que a uns 40 anos atrás isso não era algo muito importante. Minha mae por exemplo foi registrada 6 meses depois do nascimento entao oficialmente o aniversario dela é em dezembro e não em agosto. Sentindo a necessidade de tal registro o pai dele chegou e perguntou se ele queria mudar de nome e qual seria. Como ele era muito fã de Roberto Carlos nem pensou duas vezes e respondeu que queria que seu nome fosse Roberto! O pai meio que não concordou mas no fim chegaram a um acordo e seu nome oficial ficou Eloi Roberto. Achei o máximo e já posso colocar no meu livro de experiência: pessoas que eu conheço que escolheram o próprio nome: 1.

*_*_*

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Pq as coisas acontecem assim eu não sei.

Coincidencia nº7
Dialogo:

C: Eu sempre durmo no cinema.
G: Eu, as vezes. Mas eu dormi no Independence Day (lembrando que, nossa! isso foi a muito tempo atrás!)
C: Po, como voce conseguiu, com todas aquelas bombas e explosões, etc.
G: Nao, nao, mas esse não...
C: (interrompendo) Inclusive a gente tem esse dvd ai nao tem? Onde que tá?
G: Não, mas não é esse filme que...
C: (interrompendo denovo) Ahh aquela caixinha de papelão é tão linda...
G: (num tom mais firme dessa vez) O que a gente tem não é Independence Day!...é...é o...putz, como é o nome mesmo?
(as imagens vão passando pela minha cabeça como se fosse um trailer do dia que comprei na Virgin da Union Square por míseros 10 dolares essa edição especial do DVD, com uma caixinha de papelão daquela cor parda, escrito de fora a fora CONFIDENCIAL e com um selo vermelho imitando aqueles de cera do tipo que se faziam nos tempos das corespondencias da realeza, mas o nome do bendito...nada!)
C: Ah não é? Então é o...o...
G:...
C:...

E do mesmo jeito que começou, terminou. Assim do nada, já que a preguiça era tamanha que preferimos trocar de assunto a levantar da cama e procurar o dvd e descobrir o nome. Mas felizmente as coincidencias andam sempre lado a lado com a minha pessoa. No outro dia de manha, indo para o trabalho lendo o Rules of Attraction (porque segundo o que minha fornecedora oficial de livros decidiu: chega de livros bonitinhos pra voce. Vai um mais pesado agora. Alrighty, then!) acontece que a menina tendo uma conversa com a amiga dela pergunta: What´s the movie tonight? E a resposta: APOCALYPSE NOW! 


Bingo!

Acredita?

*_*_*

Falando em livros bonitinhos, terminei o History of Love da Nicole Krauss semana passada e realmente fiquei impressionada! Quando emprestei da menina, ela me falou que era incrivelmente parecido com os livros do Jonathan Safran Foer (o autor de Everything is Illuminated, lembra?), mas assim tão parecido, ela me contando, que se alguem falasse que era dele, ninguém jamais iria duvidar. E o mais impressionante é que eles são casados agora, mas ela escreveu esse livro antes deles se conhecerem. Enquanto eu lia o livro eu não acreditava como era possível! Não acreditei como a linguagem é a mesma, os temas são os mesmos, e até como algumas palavras são as mesmas. Na verdade os livros são tão parecidos que nem parece que é do mesmo autor, parece que os dois receberam a tarefa de escrever um livro incluindo uma mesma lista de coisas na história. Vou comparar pra voce ter uma ideia o Incredibly Loud, Extremely Close do Foer com o History of Love, e veja se não estou certa:
As duas historias:
- tem o personagem principal sendo uma criança morando em Manhattan indo em busca de alguma coisa pelos 5 cantos de NYC;
- o pai das duas morreu;
- os dois falam de solidão;
- em um o menino quer achar a fechadura que abre uma chave e no outro o cara é um chaveiro e sabe tudo sobre fechaduras;
- nos dois tem senhores de idade que escrevem um livro sobre a historia das suas vidas para seus filhos que não conheceram e morreram;
- em um a pessoa tem um bloqueio que faz com que ele vá perdendo a habilidade de falar as palavras até que não sobra nenhuma, e no outro a menina tem medo que a mãe esqueça das palavras de acordo com que as paginas do dicionario vão se desgrudando;
- os dois tem fortes influencias dos costumes judeus (porque os autores foram educados assim) inclusive usando várias das mesmas palavras em Yidishe;
- os dois falam sobre um telefone daqueles de brincadeira de criança feito de latinhas e um barbante, ligando dois lugares distantes. Um liga NYC a uma outra cidadezinha separados por um rio e no outro é NYC e a Europa separados por um oceano...

E eu podia continuar com varios outros exemplos...talvez ainda o faça um dia. E pensando bem, eu já nem sei mais o que é isso...destino, afinidade, conexão...só sei que tenho até medo de ir mais afundo na relação desses dois com medo de descobrir alguma coisa que acabe com toda essa magia criada na minha cabecinha de vento.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Bizarrices preferidas do centro da cidade



Prédio com cabeça de E.T.

Leão com língua gigante


Águia com duas cabeças aparentemente sem 
nenhuma razão para existir


Letreiro Quente Quente Quente


Adoro a cor desse prédio




Toda vez eu penso: por que resolveram fazer uma coisa tão feia? 
Uma "gargula" de cada tipo...

E mesmo assim, eu tenho uma preferida:


A mulher de chapéu sem braço 


E a fachada preferida 
com o letreito mais foda 
e com o azulejo mais maravilhoso.