quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Gabe is in love with Lily Allen

Ouvi pela primeira vez alguns meses atrás (aquela velha história, tudo que está em voga não me atrai) e a conclusão final foi: não gostei muito, só daquelas duas músicas famosinhas. (grande parte também acho que foi pra contrariar o amigo que me mostrou, já que nossa amizade é baseada em balas cruzadas o tempo inteiro). Mas nas últimas duas semanas resolvi dar uma nova chance à garota, graças ao meu Ipod que, no shuffle, escolheu uma música da garota que me chamou bastante atenção e então resolvi ouvir o cd inteiro novamente. (Já até consigo ouvir ele me enchendo o saco) E descobri o segredo: tem que prestar atenção, pois as letras são muito boas! E outra coisa: ela tem aquela voizinha doce com um sotaque britânico super fofo e quando você menos espera ela está falando que o cara...bem, não dá no couro, mesmo ela tendo passado horas "lá embaixo" no centro-sul do corpo dele. E tem outra, senti uma super conexão com as letras, ou melhor com as histórias (aham, inclusive essa ai que já citei), e também com o jeito que ela escreve, assim meio irônico e na maioria em primeira pessoa (como eu e o John - Lennon, of course!). Mesmo as músicas que são em terceira pessoa, dá pra perceber que ela está falando dela mesma. E é assim que eu escrevo também e fiquei super surpresa depois desta descoberta já que tenho um projeto de banda que são músicas que falam dos meus causos (des)amorosos. E outra coisa que eu faço e ela também é que quando você pensa que aquela é uma música de amor, logo você percebe que não passa de um relacionamento fudido. 


Aí me lembrei do que o carinha lá do livro falou: algumas coisas são decepcionantes quando revistas, pois as vezes da primeira vez você pode ter gostado porque estava triste, tinha brigado com alguém, sei lá, alguma outra 'influenza'. Minha conclusão: tudo depende do momento, tanto para gostar quanto para não gostar, seja música, filme ou whatever. Se eu não estivesse tão empolgada com o meu projeto eu não teria gostado tanto da Lily quanto gosto agora. Ela é massa! Sem falar que aquele clipe anos 70 dela é f-o-d-a! Pronto. Falei.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Bem vindo ao clube!

 To lendo o Clube do Filme, um livro bem recente que conta a história de um pai que deixou o filho desistir da escola com a condição de assistir 3 filmes por semana, que o pai mesmo escolheria. Quando vi este livro na livraria fiquei super animada, mas deixei pra lá porque, entre outros motivos, o livro era em português e você sabe, isso não me anima muito. Odeio traduções. Mas pra minha felicidade um amigo acabou comprando e eu tive que pegar emprestado depois que ele me disse que tinha gostado da história. E o livro é ótimo! Inclusive a tradução - apesar de eu automaticamente tentar descobrir como foi dito em inglês a maioria das coisas. Porém para minha surpresa eu fiquei bem mais animada com a relação pai-filho do que o que eles falam sobre os filmes. E o pai, um jornalista canadense, fala umas coisas muito interessantes que eu fico pensando muito sobre. Como o que ele disse no começo por exemplo: "a segunda vez que você vê uma coisa na verdade é a primeira vez. Você precisa saber como a coisa termina antes de poder apreciar sua beleza desde o início." Por isso eu gosto de ler um livro e depois ver o filme do livro, como eu fiz da ultima vez com o Regras da Atração. Na verdade eu já tinha visto o filme alguns anos atrás e tinha gostado. Aí li o livro e achei super foda! A narrativa é ótima! Os personagens são perturbadinhos mas super cativantes. E o mais legal é que cada um conta seu ponto de vista de um mesmo acontecimento e você consegue montar na sua cabeça a sequencia dos fatos de acordo com o relato de cada um. Enfim. Vi o filme. Gostei. (inclusive lembra que te contei do francesinho que me apaixonei na facul? eu mandei uma cartinha pra ele com purpurina algumas semanas depois de ter visto o filme. ele ficou super encabulado segundo a minha fonte. Mas claro!!! Onde eu estava com a cabeça?) Li o livro. Adorei. E vi o filme de novo. Ahh, não gostei muito. Apesar de que constatando o que meu mais novo melhor amigo jornalista disse, dessa vez reparei mais como o filme foi feito e na direção e nos detalhes. Reparei como o diretor usa muito uma coisa que eu adoro: varias luzinhas desfocadas no fundo dando um efeito de bolinhas luminosas flutuantes. Tentei uma vez fazer isso numa sessão de fotos sem muito sucesso. 


*_*_*

Lendo esse livro fico pensando também como eu gostaria de ler um livro no qual eu poderia ler como uma pessoa me ve do jeito que o pai ve o filho, ou do jeito que a Carrie falava do Big, ou os menininhos do Rules of Attraction viam uns aos outros. Queria saber como uma pessoa me descreveria, ou até mesmo como algum dia eu servi de modelo para pelo menos uma pontinha na descrição de alguém, alguma coisa do tipo: enquanto isso a moça ao meu lado de cabelos longos levemente ondulados tão castanhos quanto seus olhos cintilantes, lia a última página de um livro escrito em uma língua diferente da usada neste país e que juntamente com as últimas linhas uma lágrima escorria sob seu rosto, me fazendo sentir como se perdendo algo por não conseguir me entregar a nada do jeito que aquela garota se entregou àquelas palavras.

Na verdade, alguém ja escreveu sobre mim. Mas nesse caso, acredito que a pessoa teve segundas intenções, afinal depois disso passei os dois anos seguintes como ele. O único comentário que me resta: escreve bem o desgraçado! Leia aqui!