Outro dia numa explosão de ódio fiquei pensando muito sobre celibato. E por um instante achei a idéia muito atraente por dois motivos: se é pra ficar sozinha, que seja porque eu escolhi deste jeito e também porque eu canso, e sofro...as pessoas fazem exatamente o oposto do que eu espero que elas façam, elas não dizem o que querem dizer e elas não entendem que eu só espero que elas sejam honestas comigo, porque assim dói menos e sara mais rápido. Mas elas nunca são, elas nunca fazem e elas nunca dizem. Ai me lembrei do que a Carrie disse um dia: "I don't know if I really loved him, or was I addicted to the pain?" Ai me lembrei do que um carinha, que tinha aderido ao celibato, que a Samantha tava querendo um algo mais disse : "I love having sex, but I love more not having it". Ai me lembrei que em francês eu já era uma "célibataire". Mas ai comecei a pensar como muitas coisas que eu amo não fariam mais sentido também. Como assistir Sex and the City sem torcer pelos bons momentos dos relacionamentos? Como ouvir as a canções de amor sem sentir aquele aperto no coração? Como cantar as músicas que tenho feito como se fossem só mais um monte de palavras organizadas em frases? Como ver filmes sem chorar? Logo, desisti da idéia pois acho que não nasci pra isso. Acho que sim, estou viciada na dor. E ironicamente depois de algumas horas de teorias celibatas, eu tive um encontro.
Ansioso
Há 12 anos
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