O interessante de pegar o mesmo onibus no mesmo horario quase todos os dias eh que eu acabo vendo varias pessoas que tambem seguem uma rotina como eu, e as vezes quando elas nao aparecem, eu acabo "sentindo falta" - no sentido de ausencia e nao de saudade. Por exemplo, tem uma menina que deve ter uns 12 anos, que usa uma bolsa rosa choque do positivo, sempre pega o onibus na Vila Pinto e desce num dos primeiros pontos da Kennedy para ir para o colegio. Quando nao a vejo fico me imaginando por que: sera que perdeu a hora? ou sera que hoje ta com preguica? ou sera que algo mais serio? E tem aquele casalzinho de dar inveja. Um desce no ponto da UFPR e a menina no ponto da PUC. Gente, quanto amor. Eles se tratam como se o outro fosse a coisa mais preciosa do mundo. Muito bonito de ver. Ai tem aquela mulher que tem o cabelo igual do Joey Ramone na epoca do Brain Drain: comprido, preto, franjinha e todo zoado, meio eletrico, um sarro. E ela sempre me empurra pra arranjar lugar. Tem o metaleiro - acho eu, daqueles que trabalham com informatica - que tem um cabelo beeeem enroladinho, aquele que as ondas comecam bem no topo da cabeca - que me faz pensar: nossa como tem metaleiro assim e pensando mais a fundo, lanco a pergunta: eles escolheram o metal? ou o metal escolheu eles? Ah tem aquele piazinho tambem, que deve ter uns 13 anos e vai com a mae e acho que ela deve trabalhar na mesma escola. Tem cara de professora. Ele eh todo cuidadoso com a mae, tem a pele bem braquinha e um olhar bem doce.
Ansioso
Há 12 anos
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