E esse monstro é voce, blog-diario. Pela segunda vez me botou em encrenca. Desta vez maior ainda. E tudo porque eu simplesmente nao releio o que eu eu escrevo. Isso acontece tambem com emails: eu escrevo do que jeito que vem na minha cabeca e depois que mando, eu faço besteira maior de reler. Mas ai ja era...erros de digitaçao, palavras faltando, frase confusas... Isso é um problema eu sei, e por varias vezes me encrequei por isso. Eu, como boa descendente de italiana, a tendencia é falar besteira sempre. Se voce pudesse falar, imagino que cantaria aquela musica da Amy Winehouse pra mim: "you knew that I was trouble..." É verdade, eu sabia e até pensei em parar de te escrever, mas é que eu gosto tanto. Eu tenho pensado numa maneira de criar um diario de verdade, papel e caneta, como era a ideia original. Estou tentando bolar umas taticas de motivaçao. Acho que a primeira é ter uma caneta bem boa, daquelas bem molhadinhas...mas e que mais? Preciso pensar... Mas ao mesmo tempo, acho que não teria tanta liberdade assim pra me expressar do jeito que eu bem entender, porque e se acontece de alguem da sua familia pegar e ler? (como ja aconteceu comigo no passado) Vamos admitir que o diário de uma outra pessoa é uma baita de uma tentaçao. Uma hora ou outra alguem vai ler. E que tal fazer um blog-diario mas anonimo...mas perai, o endereço fica registrado no seu computador, qualquer ser que mexa no seu computador pode ver e como a xeretice é algo presente no ser humano por natureza, você e todo o seu mundo paralelo será descoberto.(como ja aconteceu com um amigo meu) Conclusão: nao tem jeito! Eu estou condenada a tropeçar na lingua de uma forma ou de outra, e essa é a explicaçao para eu nao ter desistido de voce.
domingo, 31 de maio de 2009
domingo, 24 de maio de 2009
Tinge de cá e tinge de lá
Semana de fazer arte. Já que semana passada meu tingimento de calça, inspirado no NY Dolls - comprei uma calca jeans clara no brexo e tingi de vermelho - , foi um sucesso resolvi repetir a façanha. Já adianto, não com o mesmo sucesso. Tenho uma calça que adoro, que ganhei do ex (como é bom usar o mesmo tamanho de roupa que o namorado, quando ele tem bom gosto e o mesmo estilo que o seu. ele me deu umas 3 ou 4 calças que tinham o caimento perfeito) que é um jeans com um pouco de stretch, na cor cinza. Um belo dia, mamãe estava limpando aqui em casa com um maldito produto que, foi só encostar não-lembro-onde e a merda estava feita: deixou uma mancha ridicula que acompanhava todo o bolso direito da frente. Odeio essa porra de cloro. Não contente com estragar um pouco a calça, resolvi trabalhar um pouco mais na façanha: no dia seguinte, no meio de uma produção de um comercial, coloquei uma caneta no bolso - afinal na correria tem que se ter tudo a mão. Eu, muito esperta ainda pensei: vou colocar a caneta de cabeça pra baixo pra evitar qualquer acidente. Eu SÓ nao me liguei que é assim que as canetas estouram. E claro, minha calça que já tinha uma bela mancha de quiboa, agora tbm tinha uma mancha de caneta azul, mas agora do lado esquerdo. Ambos os lados carimbados. Good job, Gabriela! Felizmente estou nessa fase de tingir roupa, e resolvi dar um trato na minha querida calça cinza.
Postado por Gabriela Salmazo às 10:04 2 comentários
sexta-feira, 22 de maio de 2009
É so pensar meu bem...
Quinta aconteceu uma coisa interessante: um dia antes eu dormi assistindo o filme A vida é bela (que eu acho o máximo e já assisti umas 200 vezes). Sempre me divirto, pq acho o Roberto Begnini ótimo. Ai de manha sai da aula, tomei um cappuccino e um pao de queijo em uma panificadora do centro (e bye bye dieta dos carboidratos) que é bem perto de onde meu pai trabalha. Saindo da panificadora, passando bem em frente do predio de tres andares dele fiquei olhando pra janela e pensando (como no filme quando o Guido aprende sobre o poder do pensamento de Schopenhauer e tenta botar em pratica na opera dizendo: virate principesa virate, virate, virate, até que a mulher vira e olha pra ele) "aparece pai, aparece, aparece". Andei uns 10 passos, olhando e nada. Enfim, né, a vida nem é tao bela assim, me virei e continuei a ler meu livro, quando meu celular toca...é meu pai e adivinha?? Ta na janela!! Grande Schopenhauer!
Postado por Gabriela Salmazo às 13:13 2 comentários
terça-feira, 19 de maio de 2009
Tchup-tchup-tchuru
Esses dias na aula, na sequencia do livro tinha uma musica que os alunos tinham que ouvir e preencher as lacunas e tal. Era tudo no presente, bem fácil. Ai quando vi que música que era, me emocionei: TOM'S DINER!! Aquela da Suzane Vega: "tchup-tchup-tchuru-tchuru-tchuru-tchup tchuru-tchuru I am sitting in the morning at the diner on the corner I am waiting at the counter for the man to pour the coffee..." Primeiro motivo da emoção foi que não ouvia essa música a anos e lembro nos meus tempos de meninice dançando na matine, e segundo e maior foi que EU JA FUI LA!! Eu fui no Tom's Diner! Me lembro até da minha lindissima amiga Cassia, cantando pra mim quando estavamos a caminho. O Tom's Diner é uma lanchonete a duas quadras da casa do menino que eu namorava la em NY. Fiquei me segurando pra não contar pra turma, sei lá, acho que eles iam achar sem graça, já que aquela é uma turma bem sem senso de humor (e não mereciam). Estou feliz em poder compartilhar com voce, querido blog-diário!
Postado por Gabriela Salmazo às 20:26 0 comentários
domingo, 17 de maio de 2009
E finalmente inverno!!
Meu livro está literalmente se desintegrando: as páginas se quebram igualzinho folha de arvore seca. A cada leitura deixo um rastro de pequenos pedaços de papel amarelado. O livro é a ediçao de 1964. Quase 50 anos. Puxa!
Postado por Gabriela Salmazo às 20:57 0 comentários
terça-feira, 12 de maio de 2009
Cabelos, torradas e grandes pérolas
Assistindo Friends outro dia vi uma pérola da traduçao: Phoebe falava que provavelmente naquele dia ia fazer sexo com o noivo no banheiro de um restaurante e Monica disse que Chandler não gosta de fazer nem no próprio banheiro deles. Ele se defende dizendo: that's where you do number 2! E a tradução foi: é onde fica a amante, ao invés de: é onde voce faz o numero dois. Aff viu. Aí me lembrei quando estava assistindo Napoleão Dynamite na tv esses tempos e quando ele ligava para casa da escola porque não se sentia muito bem e pede para o irmão levar o seu "chapstick" pra ele, a tradução foi batom ao invés de hidratante labial.
Postado por Gabriela Salmazo às 22:20 0 comentários
segunda-feira, 11 de maio de 2009
The catcher in the rye
Este final de semana assisti o filme Capitulo 27 que é sobre o cara que matou o John Lennon. O filme é legal, apesar de meio devagar. O mais interessante foi que o fdp que matou J. L. achava que era a encarnação (ou algo do tipo) do Holden Caulfield que é o personagem principal do livro O apanhador no campo de centeio. Ele pirou que não eram coincidências estar em NY, perto do Natal e ambos matarem alguém na mesma época e tal. O começo do filme é exatamente igual ao do livro e o cara fala umas coisas que o cara do livro falou, só que como se fossem seus pensamentos. Tipo doido varrido mesmo. Eu já tinha lido o livro a alguns anos atrás em português e me lembro bem que devorei em dois dias. Decidi então que hoje iria comprar a versão em inglês e ler de novo. Eu sabia que na Saraiva teria mas resolvi dar chance pra sorte e procurar em sebos. Nos quatro que fui, descobri uma coisa em comum: todos os livros em inglês estavam organizados "rigorosamente aleatórios", como disse um dos atendentes. Bom, vamo lá, tinha 3 horas pra matar mesmo antes da aula, então olhei livro por livro. De 3 a 6 prateleiras com umas 6 fileiras em cada loja. Primeiro, nada, segundo nada, terceiro, nada, quarto, ultima prateleira quase ultima fileira, lá estava ele!! Lindo, bordô, com escrito amarelo-ovo exatamente como no filme, com páginas envelhecidas, cheiro de velho e tudo mais!! Que coisa boa! Pareceu até coisa de filme: dei um gemido de felicidade e automáticamente abri a primeira página pra ver se não tinha nada escrito (Ps.: no filme - e talvez o que aconteceu mesmo - o cara escreve to: Holden Caulfield from: Holden Caulfield This is...alguma coisa). É claro que não tinha nada, mas já pensou se fosse o mesmo livro do cara que matou o John Lennon? Paguei e já comecei a devorar o livro novamente. Nas primeiras páginas comecei a ter uma sensação de deva-ju: eu me via andando numa rua (eu adoro andar e ler) lendo aquele mesmo livro em inglês e umas cenas me vinham a cabeça antes mesmo de eu ler. Eu pensei: mas não é possivel, eu li esse livro há uns 8 anos atrás e eu tenho uma memória de peixe. Foi quando lembrei que já tinha lido a versão em inglês. Foi em NY e logo que emprestei o livro da biblioteca voltei pra casa andando e lendo. Engraçado como se apagou da minha memória até aquele momento. Como eu gosto do jeito da narrativa do livro e agora ainda depois do filme, dá pra visualizar de um jeito diferente, portanto vou ler pela terceira vez. Adoro o jeito casual que o autor relata as situações, o jeito rabugento do piá do livro e ao mesmo tempo cômico e sarcastico.
Postado por Gabriela Salmazo às 15:48 1 comentários
terça-feira, 5 de maio de 2009
Heim?
Semana passada duas metas nao compridas:
Postado por Gabriela Salmazo às 10:33 1 comentários