domingo, 31 de maio de 2009

Eu criei um monstro

 E esse monstro é voce, blog-diario. Pela segunda vez me botou em encrenca. Desta vez maior ainda. E tudo porque eu simplesmente nao releio o que eu eu escrevo. Isso acontece tambem com emails: eu escrevo do que jeito que vem na minha cabeca e depois que mando, eu faço besteira maior de reler. Mas ai ja era...erros de digitaçao, palavras faltando, frase confusas... Isso é um problema eu sei, e por varias vezes me encrequei por isso. Eu, como boa descendente de italiana, a tendencia é falar besteira sempre. Se voce pudesse falar, imagino que cantaria aquela musica da Amy Winehouse pra mim: "you knew that I was trouble..." É verdade, eu sabia e até pensei em parar de te escrever, mas é que eu gosto tanto. Eu tenho pensado numa maneira de criar um diario de verdade, papel e caneta, como era a ideia original. Estou tentando bolar umas taticas de motivaçao. Acho que a primeira é ter uma caneta bem boa, daquelas bem molhadinhas...mas e que mais? Preciso pensar... Mas ao mesmo tempo, acho que não teria tanta liberdade assim pra me expressar do jeito que eu bem entender, porque e se acontece de alguem da sua familia pegar e ler? (como ja aconteceu comigo no passado) Vamos admitir que o diário de uma outra pessoa é uma baita de uma tentaçao. Uma hora ou outra alguem vai ler. E que tal fazer um blog-diario mas anonimo...mas perai, o endereço fica registrado no seu computador, qualquer ser que mexa no seu computador pode ver e como a xeretice é algo presente no ser humano por natureza, você e todo o seu mundo paralelo será descoberto.(como ja aconteceu com um amigo meu) Conclusão: nao tem jeito! Eu estou condenada a tropeçar na lingua de uma forma ou de outra, e essa é a explicaçao para eu nao ter desistido de voce. 

domingo, 24 de maio de 2009

Tinge de cá e tinge de lá

Semana de fazer arte. Já que semana passada meu tingimento de calça, inspirado no NY Dolls - comprei uma calca jeans clara no brexo e tingi de vermelho - , foi um sucesso resolvi repetir a façanha. Já adianto, não com o mesmo sucesso. Tenho uma calça que adoro, que ganhei do ex (como é bom usar o mesmo tamanho de roupa que o namorado, quando ele tem bom gosto e o mesmo estilo que o seu. ele me deu umas 3 ou 4 calças que tinham o caimento perfeito) que é um jeans com um pouco de stretch, na cor cinza. Um belo dia, mamãe estava limpando aqui em casa com um maldito produto que, foi só encostar não-lembro-onde e a merda estava feita:  deixou uma mancha ridicula que acompanhava todo o bolso direito da frente. Odeio essa porra de cloro. Não contente com estragar um pouco a calça, resolvi trabalhar um pouco mais na façanha: no dia seguinte, no meio de uma produção de um comercial, coloquei uma caneta no bolso - afinal na correria tem que se ter tudo a mão. Eu, muito esperta ainda pensei: vou colocar a caneta de cabeça pra baixo pra evitar qualquer acidente. Eu SÓ nao me liguei que é assim que as canetas estouram. E claro, minha calça que já tinha uma bela mancha de quiboa, agora tbm tinha uma mancha de caneta azul, mas agora do lado esquerdo. Ambos os lados carimbados. Good job, Gabriela! Felizmente estou nessa fase de tingir roupa, e resolvi dar um trato na minha querida calça cinza.


Comprei uma tinta cinza - a gente nunca sabe o tom que realmente é a tinta, entao, é fechar o olho e esperar pelo melhor. E pra melhorar tive uma excelente idéia: colocar com um conta-gotas quiboa só ali na mancha de caneta, porque daí aquela parte fica mais clara e quando eu tingir tudo fica na mesma cor. Erro um: tinta de caneta não sabe com porra nenhuma!! Erro dois: quando que eu achei que ia conseguir clarear so a mancha? Resultado: como nao tinha conta-gota, resolvi cuidadosamente gotejar quiboa só na mancha, o que obviamente não aconteceu e eu fiquei com uma mancha enoooorme de quiboa em volta da mancha de caneta. Bom, vamo embora tingir e dane-se. Vai que dá certo. A calça ficou linda! Um cinza grafite. As manchas? Ainda lá, mais visiveis do que nunca. 

Mas nao desisto facil, gosto muito dessa calça. Resolvi então tacar quiboa na parada inteirinha e dai tingir de novo, (tipo quando vc pinta cabelo: descolore e poe a cor depois) mas agora de preto pra nao ter erro. Quiboa é uma coisa do demo. Poucos minutos e a calça tava branca. Ficou até meio legal, mas vamos seguir com o roteiro. Resultado final: a calça ficou linda! Um cinza bem escuro e desta vez sem mancha nenhuma! A não ser a de caneta, mas como a calça é escura, agora não faz tanto mal. Claro que, como quando vc descolore e pinta o cabelo, a calça sofreu uma alteração na qualidade do tecido: ela ficou como se fosse um numero maior e acho que o strech já eras. Está ainda bem usável, mas agora mais androgena que nunca. 

sexta-feira, 22 de maio de 2009

É so pensar meu bem...

Quinta aconteceu uma coisa interessante: um dia antes eu dormi assistindo o filme A vida é bela (que eu acho o máximo e já assisti umas 200 vezes). Sempre me divirto, pq acho o Roberto Begnini ótimo. Ai de manha sai da aula, tomei um cappuccino e um pao de queijo em uma panificadora do centro (e bye bye dieta dos carboidratos) que é bem perto de onde meu pai trabalha. Saindo da panificadora, passando bem em frente do predio de tres andares dele fiquei olhando pra janela e pensando (como no filme quando o Guido aprende sobre o poder do pensamento de Schopenhauer e tenta botar em pratica na opera dizendo: virate principesa virate, virate, virate, até que a mulher vira e olha pra ele) "aparece pai, aparece, aparece". Andei uns 10 passos, olhando e nada. Enfim, né, a vida nem é tao bela assim, me virei e continuei a ler meu livro, quando meu celular toca...é meu pai e adivinha?? Ta na janela!! Grande Schopenhauer!


É estranho falar no celular com uma pessoa quando voce pode vê-la e pode ouvi-la mas não é assim ao vivo.

Voltei a ler Lolita. Comecei a ler a uns 4 ou 5 meses atras e devorei ate umas 20 paginas do final e dai parei. Nunca gostei muito desses livros em  que o autor descreve nos minimos detalhes a cena, porque parece mais enrolação do que qualquer outra coisa. Gosto que va direto ao ponto, gosto de ação, ma man! Mas gostei bastante da narrativa e por isso foi bem rapido, mas agora que voltei nao consigo mais me concentrar...quero acabar logo, mas começo a ler e o pensamento vai na direcao oposta. E faltam só umas 10 paginas. 

terça-feira, 19 de maio de 2009

Tchup-tchup-tchuru

 Esses dias na aula, na sequencia do livro tinha uma musica que os alunos tinham que ouvir e preencher as lacunas e tal. Era tudo no presente, bem fácil. Ai quando vi que música que era, me emocionei: TOM'S DINER!! Aquela da Suzane Vega: "tchup-tchup-tchuru-tchuru-tchuru-tchup tchuru-tchuru I am sitting in the morning at the diner on the corner I am waiting at the counter for the man to pour the coffee..." Primeiro motivo da emoção foi que não ouvia essa música a anos e lembro nos meus tempos de meninice dançando na matine, e segundo e maior foi que EU JA FUI LA!! Eu fui no Tom's Diner! Me lembro até da minha lindissima amiga Cassia, cantando pra mim quando estavamos a caminho. O Tom's Diner é uma lanchonete a duas quadras da casa do menino que eu namorava la em NY. Fiquei me segurando pra não contar pra turma, sei lá, acho que eles iam achar sem graça, já que aquela é uma turma bem sem senso de humor (e não mereciam). Estou feliz em poder compartilhar com voce, querido blog-diário!


Terminei o livro! E já to sentindo falta. O livro da Rolling Stone é muito grande pra carregar na bolsa, junto com apostilas, dicionarios, canetas, canetinhas, ipod, listas de presenca, batom, cartao do onibus, cartao do banco, chave de casa, chave do armario da escola...mas já defini a proxima meta: achar outro livro do JD Salinger. Quero ver se é tão bom quando o Catcher. 

No fim das contas o cara não mata ninguem. Não sei por que achei isso, depois de ter lido duas vezes antes desta vez. Eu as vezes esqueço umas coisas tão básicas... Eu lembro de um namorado que ficava puto da cara com isso...ahahaha, é engraçado pensando bem. As ultimas tres paginas do livro estavam riscadas com caneta preta e marca texto. Fiquei meio com raiva. 

Sempre que compro um livro no sebo, eu fico pensando por ele andou antes de ser meu. Eu as vezes penso que toda pessoa a quem o livro perteceu deveria escrever o nome, apesar de eu não gostar de escrever em livro. Eu adorava ver quem tinha emprestado os livros na biblioteca, quando tinha aquele metodo bem antigo que era um papelzinho no fim do livro. As vezes com o nome, as vezes só a data.

Como já mencionei o Catcher foi lançado em 64 (a ediçao que eu tenho), imagina: o livro é em inglês então talvez tenha pertencido a alguém que foi pra os Estados Unidos na epoca, comprou e trouxe de volta. Ou a pessoa era de lá e presenteou alguem daqui. Queria poder saber o que aconteceu antes de ele parar na minha mão. E ele ainda tem chão, porque eu pretendo guardar a sete chaves. Pensando nisso me lembrei do argentino que sentou do meu lado no avião quando eu voltava de Buenos Aires. Ele já tinha uma certa idade e me contou que quando era mais novo (imagino la pelos anos 60) foi pra New York e a viagem levava 24 ou 48 horas (não lembro direito). Era absurdo de longa! Tinha que fazer 500 escalas não sei onde...

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Banda completa!! Escarola, Salmão, Ravióli e Arroz

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Atualmente gostando bastante do cd novo do Green Day. 21 guns preferida disparado.

domingo, 17 de maio de 2009

E finalmente inverno!!

Meu livro está literalmente se desintegrando: as páginas se quebram igualzinho folha de arvore seca. A cada leitura deixo um rastro de pequenos pedaços de papel amarelado. O livro é a ediçao de 1964. Quase 50 anos. Puxa!


Estou quase no fim. 

Eu gosto de livros em que os autores escrevem assim como se fala, porque eu faço muito disso, e lendo o "Catcher" muitas vezes eu tive que repetir em voz alta pra entender o que ele queria dizer. As vezes mais de uma vez. Olha que engraçado:

helluva = hell of a 
innarested = (esse eu demorei um pouco pra descobrir) interested
I toleja  = I told you 
wuddaya wanna = what do you want to
dont'cha = don't you
wudga say = what did you say
wuddayacallit = what do you call it
wutchamacallit = what you...esta eu ainda nao descobri... what you may call it talvez???

Vixi, parece uma lingua indigena. Eu gosto do cara do livro tambem por 3 coisas: 

- ele gosta de exagerar quando fala de certas coisas como eu: ele demorou 53 horas pra se arrumar, tenho que repetir 3 mil vezes, exceto que pra mim tudo é um milhão.

- ele disse uma coisa muito certa: ele fala de atores, mas eu prefiro pensar em musicos, que quando são bons são agradáveis de se ver/ouvir, mas quando eles são muito bons, estraga tudo! Eles sabem que são muito bons aí já acham que são superiores, ficam metidos e tal. Por isso gosto do Green Day. Eles são bons, mas não são ótimos! Nas músicas, cada um faz a sua parte, bem feita e ninguém se atravessa no que o outro está fazendo. (Aliás comecei a gostar um pouco mais do cd novo)

- e outra coisa: achei tão bonitinho quando ele falou que as vezes voce le um livro e se identifica tanto com o cara que escreveu que voce deseja ser amigo dele e poder ligar pro cara e conversar sobre o que vc leu. Putz, eu sinto muito isso.

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Sexa-feira de andança atrás de um xilofone pra banda. Eu não sei o que foi pior: chegar nas lojas e pedir um xilofone e a pessoa, claramente sem a menor idéia do que eu estava falando simplesmente respondia que não tinha, com aquela expressão de "putz, acabou de acabar" ou o cara que pediu pra eu descrever o que eu queria, eu descrevi e ele fazendo eu ficar com cara de idiota na frente dos amigos dele me falou que esse não era o nome do que procurava e bateu o pé me dizendo que eu estava errada. Obviamente não lembrou o nome porque ele brincava com aquilo quando era criança e certamente ele tinha mais que meio século de idade. Com certeza não lembra nem qual o nome da mãe.

Enfim, tive que me contentar com um xilofone de 2,99 que falta notas mas ta quebrando um galho.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Cabelos, torradas e grandes pérolas

Assistindo Friends outro dia vi uma pérola da traduçao: Phoebe falava que provavelmente naquele dia ia fazer sexo com o noivo no banheiro de um restaurante e Monica disse que Chandler não gosta de fazer nem no próprio banheiro deles. Ele se defende dizendo: that's where you do number 2! E a tradução foi: é onde fica a amante, ao invés de: é onde voce faz o numero dois. Aff viu. Aí me lembrei quando estava assistindo Napoleão Dynamite na tv esses tempos e quando ele ligava para casa da escola porque não se sentia muito bem e pede para o irmão levar o seu "chapstick" pra ele, a tradução foi batom ao invés de hidratante labial.


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Fiquei pensando hoje: não é estranho que o pão quando fica velho fica duro, e a torrada quando fica velha fica mole?

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Fase de cabelos rebeldes: sem saco pra secar o cabelo, deixo ele ao natural - naturalmente leãozinho - o que me faz lembrar de uma célebre frase da minha irmã: "não é justo uma pessoa nascer rica e com cabelo liso na mesma vida!"

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Devorando o "The catcher in the rye", a parte marcante de hoje foi quando Holden no trem pra NY conhece a mãe de um colega seu de classe, que segundo ele gosta de sair do chuveiro batendo nas bundas nuas dos colegas com a toalha, na maior maldade. Enquanto a mãe falava que o cara era muito sensível, Holden secretamente em sua mente complementava: "sim, ele é tão sensível quanto um assento de privada".

segunda-feira, 11 de maio de 2009

The catcher in the rye

Este final de semana assisti o filme Capitulo 27 que é sobre o cara que matou o John Lennon. O filme é legal, apesar de meio devagar. O mais interessante foi que o fdp que matou J. L. achava que era a encarnação (ou algo do tipo) do Holden Caulfield que é o personagem principal do livro O apanhador no campo de centeio. Ele pirou que não eram coincidências estar em NY, perto do Natal e ambos matarem alguém na mesma época e tal. O começo do filme é exatamente igual ao do livro e o cara fala umas coisas que o cara do livro falou, só que como se fossem seus pensamentos. Tipo doido varrido mesmo. Eu já tinha lido o livro a alguns anos atrás em português e me lembro bem que devorei em dois dias. Decidi então que hoje iria comprar a versão em inglês e ler de novo. Eu sabia que na Saraiva teria mas resolvi dar chance pra sorte e procurar em sebos. Nos quatro que fui, descobri uma coisa em comum: todos os livros em inglês estavam organizados "rigorosamente aleatórios", como disse um dos atendentes. Bom, vamo lá, tinha 3 horas pra matar mesmo antes da aula, então olhei livro por livro. De 3 a 6 prateleiras com umas 6 fileiras em cada loja. Primeiro, nada, segundo nada, terceiro, nada, quarto, ultima prateleira quase ultima fileira, lá estava ele!! Lindo, bordô, com escrito amarelo-ovo exatamente como no filme, com páginas envelhecidas, cheiro de velho e tudo mais!! Que coisa boa! Pareceu até coisa de filme: dei um gemido de felicidade e automáticamente abri a primeira página pra ver se não tinha nada escrito (Ps.: no filme - e talvez o que aconteceu mesmo - o cara escreve to: Holden Caulfield from: Holden Caulfield This is...alguma coisa). É claro que não tinha nada, mas já pensou se fosse o mesmo livro do cara que matou o John Lennon? Paguei e já comecei a devorar o livro novamente. Nas primeiras páginas comecei a ter uma sensação de deva-ju: eu me via andando numa rua (eu adoro andar e ler) lendo aquele mesmo livro em inglês e umas cenas me vinham a cabeça antes mesmo de eu ler.  Eu pensei: mas não é possivel, eu li esse livro há uns 8 anos atrás e eu tenho uma memória de peixe. Foi quando lembrei que já tinha lido a versão em inglês. Foi em NY e logo que emprestei o livro da biblioteca voltei pra casa andando e lendo. Engraçado como se apagou da minha memória até aquele momento. Como eu gosto do jeito da narrativa do livro e agora ainda depois do filme, dá pra visualizar de um jeito diferente, portanto vou ler pela terceira vez. Adoro o jeito casual que o autor relata as situações, o jeito rabugento do piá do livro e ao mesmo tempo cômico e sarcastico. 


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Passando pelo Crystal a caminho de casa, dei uma olhadela de 2 segundos em uma das tevezinhas espalhadas pelo shopping e aprendi algo interessante: o elefante é o único animal que tem quatro joelhos! Rá, que coisa engraçada!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Heim?

Semana passada duas metas nao compridas:

1) nao me deixarei levar pelo beleza das coisas e sim pelo preco a pagar. Acho assustador como uma sandalia de plastico que nao passava de 30 reais hoje em dia nao custa menos que 70! Mas como que por destino achei uma revista da Melissa no lixo da onde eu trabalho e resolvi pegar e dar uma folheada. A revista era o maximo e sem falar que me apaixonei com um modelo. Resolvi ir à loja como quem nao quer nada. Foi só provar e eu caí na tentacao. Ela é linda, eu tive que comprar.

2) não comprarei novos livros sem antes terminar o que estou lendo no momento. Maaaaas achei um livro do Garfield que eu procurava a muito tempo, colorido e em ingles, E EM PROMOÇÃO. E em  minha defesa eu li o livro todo no mesmo dia.

Falando em livro, eu me envergonhei de minha propria ignorancia lendo uma entrevista da Rolling Stone. Sem saber nada sobre, eu comecei a ler a entrevista de Joni Mitchell. Primeira coisa que me veio foi: quem será esse cara? Bom, vamos descobrir. De cara já descobri que era um cantor, que se vestia muito bem e era amigo do Neil Young e Bob Dylan e mais tarde começou a cantar folk. Até que numa das respostas ele disse: e eu ainda usava cilio postiço. Heim?? Bom, tá deve ser tipo os New York Dolls, sei lá. Ai disse que era casado com Chuck Mitchell. Hmm, bom, com essa história que americanos gostam de nomes sem generos (como Taylor, Logan, Scotty, Billy que são usados tanto para homens quanto mulheres) é normal uma mulher se chamar Chuck. Até que finalmente ele disse: "I was preocupied with the things of my girlhood...". Heim??? Girlhood??? Depois de 6 páginas e 11 perguntas eu descobri que Joni Mitchell é uma mulher!! Reli a entrevista inteira novamente e percebi que como eu desde o começo achando que Joni era um homem - confusão também causada pelos nomes sem generos já citados - eu deixei passar várias frases que deixaram claramente explicitos que Joni é apelido para Joan. Para me redimir decidi baixar alguns álbuns, que estão a caminho.

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Ontem no onibus vi umas pessoas conversando por linguagem de sinais e me perguntei: será que é possivel gaguejar em linguagem de sinais?

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Hoje me surpreendi um uma mulher do meu lado tirando as cuticulas dos dedos (das maos, claro). Primeiro pensei: nossa! cada coisa! Depois comecei a reparar, que mulher habilidosa!! Ia para um lado e depois para o outro e tirava as cuticulas inteirinhas, em um onibus em movimento, USANDO A MÃO ESQUERDA! E depois a direita com a mesma perfeição. Eu TIVE que elogiar a pessoa e ressaltar a minha não-habilidade da mão esquerda, e que seria ótimo ter duas direitas. O proximo pensamento foi: adorei a ideia! É o que sempre digo: a gente perde muito tempo dentro de um onibus, temos que usar esse tempo para coisas uteis! E tenho dito.

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