segunda-feira, 29 de junho de 2009

Not iluminated!

Consegui um livro novo e legal pra ler: Everything is iluminated. Tem até um filme desse livro, acho que é com o Elijah Wood. O filme é lindo! Emprestei de uma menina que trabalha comigo. A mesma que me emprestou o Diario de Brigdet Jones. Pedi uma sugestão de leitura e acertei em cheio pra quem perguntar. Ela só me respondeu muito classuda: Ah, eu te mando o link com minha biblioteca virtual e você escolhe! Achei tão chique e organizado! E a menina tem muita coisa legal...o que significa que não estarei aceitando sugestões por um bom tempo.


Sai da aula atrasada e correndo pra pegar o onibus no horário mas acabei perdendo o bendito. Achei até meio bom porque queria começar a ler o livro logo e assim teria mais tempo. Perdi o onibus por 1 minuto mas acabei sendo a primeira da fila anyways. Me aconcheguei e logo abri o livro. Duas excitantes páginas depois chega uma senhora e se posiciona bem atrás da onde eu tava, reclamando que o sol estava demais (o que tenho que concordar, estava de rachar). E começa a falar, falar e falar. Fala do onibus, fala do tempo, fala que ta velha e cansada e eu ali lendo e relendo a mesma frase umas quinhentas vezes. (As pessoas mais velhas conseguem ser bem incovenientes as vezes. ) A estas horas já estou com o livro na altura da testa pra não ter erro de ela perceber que eu estou concentrada e que ela está atrapalhando. Mas ela quer assuntar e tem que ser comigo. Não com as outras cinco pessoas da fila. Até que então chega uma outra senhora e me pergunta: "esse é o começo da fila?" e eu digo: "sim, esse é o começo da fila." Ela: "ah então to certa né" Eu: "bom, na verdade o fim da fila é ali, esse é o começo." Ela: "Ahhh então tenho que ir pra lá." Pura jogada de marketing né, mas ta, eu digo: "Não, senhora, pode ficar aqui na frente, não tem problema", mas na verdade queria ter dito: pelamordedeus, faça par com essa outra senhora aqui que já tá me deixando maluca. E a outra senhora passando por cima da minha generosidade diz: "Os mais velhos podem ficar na frente." Finamente percebem a existencia uma da outra e começam a contar seus canceres e cistos e gripes e tudo mais que tiveram. (Me explica o que aconteceu com essa geração que tem o maior prazer em conversar sobre doença?) Eu, aliviada, voltei pra minha leitura. Ou pelo menos tentei, mas a felicidade durou pouco pois a primeira senhora insistia em me incluir na conversa! "Eu tava dizendo pra ela, ne?" "Eu lembro quando eu lia livro assim que nem ela..." Ai djizus-santa-paciencia! A penitencia só terminou quando o onibus chegou e eu deixei as duas beldades irem na frente: primeiro por educação e segundo pra ver onde elas iam sentar e me sentar bem na direção oposta.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Crise

 O tempo lá fora é reflexo de como estou me sentindo por dentro: cinza e chuvosa. E a razão disso é que eu gosto de intensidade! romance! drama! e esta cidade não inspira nada disso. Depois de dez meses de volta, percebi que nessa cidade é tudo tão morno. Curitiba é tudo legalzinho mas não excita, não traz adrenalina...e é uma pena pois é uma cidade tão bonitinha. É uma cidade pra eu passar as férias, mas não para morar. Eu preciso de mais. Mais aventuras, mais amores, mais dinheiro, mais e mais...


Ai...ai...semana de crise.

*_*_*

Esta semana resolvi que precisava comprar um livro "novo" (que eu já não tenha lido) e decidi fazer uma experiência: comprar o livro mais barato que achar no sebo  e com a capa mais horrorosa. Até mesmo pra comprovar se não devemos - literalmente - julgar um livro pela capa e confiar em tudo que dizem nela. Eis que acho uma sessão de livros por um real no primeiro sebo que vou. Depois de muito vasculhar - chegando a conclusão que aqueles livros não estão por esse preço por acaso - escolhi: o título é "Oh What a Wonderful Wedding". Já começa a ser engraçado por aí pois eu, que sou total descrente nesse negócio de casamento, jamais compraria um livro com esse nome. Outra coisa foi a capa: o fundo é rosa, bem entre um rosa-bebê e um rosa–goiaba, com várias estrelas brancas espalhadas por toda parte da frente; um desenho de um noivo carregando a noiva nos braços enquanto se beijam, assim quase nada clichê; alguns convidados e um depoimento feito pelo Boston Post: "hilarious...a laugh in every line". Pois bem, depois de toda essa analise resolvi dar uma chance ao livro da escritora que também escreveu "The Loving Couple" - meu deus! essa mulher não podia ser mais irritante? Dei ao livro 6 capítulos pra me convencer que era melhor que a capa. E...Sem chance! O livro é a coisa mais sem graça que meus olhos já viram. "Uma risada a cada linha"? Em 6 capítulos, ou seja 53 páginas, não consegui dar meia risada. E olha que eu dou risada com umas coisas beeem bestas. De tudo que li agora o livro não passa de uma descrição sem graça de eventos entediantes entre a familia do noivo e da noiva. Sem falar que o livro está tão podre que parece aquelas folhinhas de calendário: é virar a página e ela desgruda.  Preciso desesperadamente de um livro bom pra ler!

domingo, 21 de junho de 2009

I want you around

 Descoberta fantastica no primeiro dia de inverno! Tudo começou 5 minutos antes de sair, quase atrasadas:


Eu: Irmã, escolhe uma música. É só o que temos tempo de ouvir.
Irmã: I want you around

Vasculhando na discografia do Ramones no meu Itunes descobri que não tenho uma das minhas músicas favoritas. Felizmente temos o santo youtube. Digitei lá o nome da música e enquanto carregava pensei que com certeza alguém fez uma montagem tosca com fotos e colocaram essa música de fundo. De repente...falta de ar!!! Tem clipe dessa música!! Como que eu, que cacei pela cidade todos o discos da banda até completar a discografia, que me lembro bem começou com Brain Drain a 10 reais num fechamento de loja até o ultimo da coleção Too Tough To Die, que foi achado num sebo por R$30 (e de quebra ainda levei o Operation Ivy de graça porque acho que o carinha da loja tinha uma quedinha por mim); eu que tinha revistas e mais revistas com coisas sobre o Ramones; eu que colecionei posters e mais posters; eu que tenho marcado na pele a paixão que um dia já foi bem maior pela banda que revolucionou minha percepção sobre a música; COMO QUE EU NÃO SABIA DA EXISTENCIA DESSE CLIPE?? Não sei como esse clipe se escondeu de mim por tanto tempo, só sei que nos ultimos 15 minutos já assisti 3 vezes e acho que ele merece um comentario detalhado da pérola que é:

Começa com uma bela moça acendendo um baseado e escolhendo um disco pra tocar na vitrola. Ela pega quatro discos: Bob Dylan, ai acho que o outro é Pink Floyd, Rolling Stones mas ela escolhe o ultimo que é Road to Ruin dos Ramones. Ela começa então a pirar que os Ramones estão ali no quarto dela e ela começa a se insinuar fortão para os rapazes. Melhor cena: Joey levantando da poltrona e se dirigindo para cama onde a moça está deitada e começa a cantar pra ela no seu ar mais sexy. (ou tentativa de) 
Cenas bizarras:
- Johnny tocando violão e depois tocando uma guitarra Rickenbaker...onde foi parar a Mosrite?
- De repente a menina tá de lingerie e no outro instante já esta de toalha se preparando para um banho. Abre a cortina e...tchanana: Dee Dee todo molhado tocando um baixo GIBSON!! Detalhe pra cara de safada que ela faz.
- E por fim depois de ter se insuado pra todos os três, ela desmaia no colo do Marky sem mais nem menos. 

Ótimo! Ótimo! Ótimo! Vou assistir mais umas dez vezes antes de dormir pra recuperar todo o tempo que fiquei sem saber da existência dessa obra divina.

sábado, 20 de junho de 2009

Pé na Estrada

 Parece que me faltam sugestões para ler livros bons porque ultimamente só tenho relido tudo o que já li. Tenho procurado nos sebos o On The Road do Jack Kerouac em ingles. Aquela velha historia: ja li em portugues e depois de ter morado lá fora tenho mais noção de como as coisas funcionam e por isso vai ser muito mais interessante ler a versão original. Esta busca não está sendo fácil porém. Eu poderia muito bem encomendar em uma livraria qualquer, mas não é a mesma coisa. As capas são sempre umas coisas modernas feias e não tem aquele cheiro maravilhoso de livro velho. Esses dias achei num sebo uma nova versão do livro do Kerouac: são os manuscritos originais do On The Road - infelizmente em portugues. Foi emocionante ver o livro e lembrar de algo muito legal me aconteceu quando morava em NY: sai da estação de trem e resolvi vagar sem destino pelo centro de Manhattan, já que o namorado só saía do trabalho as 6 e eram 2. Acabei dando de frente com a Biblioteca Publica de New York com uma faixa gigante na frente dizendo: EXPOSIÇÃO SOBRE A VIDA DE JACK KEROUAC. Levei muita sorte pois era o ultimo fim de semana da exposição e cheguei bem a tempo para a última visita guiada do dia. Primeiro: nunca vi uma tour tão bem feita quanto aquela. A lady falou que quando ela estava estudando as coisas do Kerouac pra falar, ela achava que ele era mais um daqueles bebados metidos a escritor e tal, mas depois entendeu que ele estava bem além do seu tempo e que era muito genial no que fazia. Ela falou com tanta paixão que foi bonito de ver. Segundo: tinha todo material original que ele escreveu! Os manuscritos - dúvida: podemos chamar de manuscrito mesmo sendo digitado em máquina de escrever? - com suas proprias anotações e erros de digitação...Muito foda! E tinha muitas fotos, muitas coisinhas...até um canivete que ele usava. Foi lindo! 


Resolvi dar uma olhada no livro que eu tenho do On The Road que lembro até hoje foi um achado na feirinha de domingo. Até que a capa é legalzinha mas po, porque eles fazem isso com o título: ON THE ROAD - pé na estrada. Ou traduz, ou não traduz. Simples assim. Pra que essa coisa ridícula de colocar subtitulo...

E pensando aqui, tentei lembrar de mais alguns exemplos mas só consigo lembrar do "Closer - perto demais" (com meu amado Jude Law...ai...ai...), e resolvi fazer uma lista e assim que tiver um numero razoavel de pérolas te conto.


quarta-feira, 17 de junho de 2009

E a vida adulta me leva a loucura...

 Tendo que ser sempre muito pontual nas aulas (não que no geral eu já não seja) percebi que estou ficando bem sistemática. Se isso é bom ou ruim, eu ainda não sei...mas o que sei é que com certeza não é isso que quero fazer o resto da vida, o que me fez pensar e chegar a conclusão que eu acho que nunca vou achar UMA coisa que eu quero fazer pelo o resto da vida. Simplesmente isso não é pra mim. Mas isso é outra história. O que quero te contar é que hoje eu estava analisando meu dia e olha que maquininha eu estou virando:


6:00 (da manhã) - despertador toca. aperto soneca por mais 10 minutos.
6:10 - levanto, começo a me vestir sem muita complicação, pego uma porcariazinha qualquer pra comer enquanto me arrumo.
6:21 - relógio biologico me faz olhar que horas são e logo em seguida começo a pegar os livros, pastas e papeis para as aulas do dia.
6:24 - saio de casa.
6: 27 - pego onibus ate o terminal.
6:31 - me direciono ao ponto do proximo onibus que só chega em 9 minutos, mas eu gosto de chegar 5 minutos antes pra ficar bem na frente, para ser as primeiras a entrar e conseguir lugar para sentar. Já sei até o exato lugar que a porta do ônibus vai parar e aprendi que na porta do meio é por onde o menor numero de pessoas descem, portanto as pessoas embarcam antes do que as outras duas.
6:40 - onibus parte.
7:17 - chego ao destino.
7:30 - começa a aula
8:55 - acabo a aula pra dar tempo de levar o rdaio na salinha e pegar o onibus das 9:03 para o centro.

Desse horario ate 11:30 fico livre mas que geralmente eu acabo caindo na rotina de comer um pao de queijo com cappuccino num cafe perto da Osorio lendo livro, revista ou qualquer outra coisa e depois ficar indo de sebo em sebo olhando os livros e dvd's.

12:15 - começa a proxima aula
13:43 - termino a aula, o que me dá dois minutos para limpar o quadro, guardar toda a caquerada na bolsa, guardar o arquivo de presença e andar normalmente até o ponto de onibus. Percebi que se terminar a aula dois minutos mais cedo eu posso andar normalmente da Cel Dulcidio ate a Praça Osorio sem pressa e pegar o onibus no horario certo e o mais legal: pegando todos os sinaleiros de pedestres verdes, que no total são três. O horário que o onibus passa é as 13:59 mas todo dia este ele está 3 minutos atrasado, o que me dá tempo de chegar ao ponto calmamente. 
14:03 - pego onibus rumo ao lar
14:26 - chego no terminal. sempre perco o biarticulado porque no momento que um onibus está estacionando o outro está saindo, mas tudo bem pois nessa hora por algum motivo sempre vem 3 na sequencia.
14:32 - ufa! casa!

terça-feira, 16 de junho de 2009

Porque eu sou assim...

Já faz mais ou menos uma semana que me deu febre de ouvir exaustivamente as bandas grudentas que eu ouvia uns anos atrás. Alguem me disse que os gatos estão carentes por causa do frio...deve ser por isso. O top 3 albuns dessa semana são:

- I´m sorry I´m leaving do Saves the day. Faço minha as palavras do Chris: "what we need sometimes are chilly nights and warmer thighs". É, acho que é isso que preciso. Aprendi a tocar "the way his collar falls" e é só isso que quero fazer o dia inteiro. Os olhinhos dos familiares se reviram quando pego o violão: "lá vai ela de novo". Eu gosto dessa música poxa.

- Something to write home about do Get up Kids. Voizinha mais doce, rouquinha, linda. Sem falar nos tecladinhos, xilofones e barulhinhos em geral que são de apertar o coração.

- E pra acabar de vez o Swiss Army Romance do Dashboard.
"...I want to give you whatever you need. What is it that you need? Is it what I need?..." Sem comentarios.

Bons tempos quando emo era isso.

*_*_*

Ontem aconteceu a coisa mais bizarra: no caminho do trabalho resolvi passar no Subway e comer um sanduíche antes da aula. Aí quando cheguei lá comecei a me lembrar de quando ia no Subway lá nos Estados Unidos e como eu ficava meio nervosa pra pedir qualquer coisa em restaurante com medo de falar besteira. A moça atrás do balcão então me pergunta o tipo do pão e nessa hora eu estava com meu pensamento muito longe. Me deu um branco e meio sem pensar pedi o tipo de pão que nunca peço. Fomos para proxima fase: alface, tomate, rucula? Deu branco de novo!! Uma pausa de 2 segundos e eu respondo um sonoro YES! Reparei que o cara da frente ficou olhando. O moça pergunta algo mais e nessa hora eu estava em transe, sei la... Gente, o que aconteceu comigo... Ai o cara da frente pergunta: Do you need some help? E eu: Ahnn, não, não. Eu sou brasileira só estou um pouco confusa. Com que não sei, gente-do-céu. O cara virou pra frente e com certeza achou que sou uma doida varrida. O que não deixa de ser meio verdade. Pedi qualquer coisa e sai de lá bem rapidinho.

*_*_*

Trabalhando no Projeto X. Te conto depois.

domingo, 14 de junho de 2009

Oh Jack, oh Bill...oh-oh...India!

Lendo a entrevista do Jack Nicholson na minha biblia (o livro da Rolling Stone que inclusive fica na cabeceira da minha cama) descobri uma coisa bem bizarra: ele morava com a mae, o pai bebado e duas irmãs. Quando uma das irmãs morreu, contaram pra ele que ela era na verdade sua mãe e quem ele achava que era sua mãe era na verdade sua vó. Eles tinham 17 anos de diferença. Isso até parece um filme do Almodovar.


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To lendo agora a entrevista com o  Bill Murray. Antes eu não gostava dele, mas na verdade era porque eu confundia ele com o Jim Belushi e eu odeio According to Jim. Mas ai assisti o Encontros e Desencontros que apesar de todo bafafá acho legal, mas nao tuuuudo aquilo que falam. Ai assisti aquele que ele manda flores pras mulheres que ele zoou na vida e ele ganhou uns pontinhos a mais. Mas ele me ganhou mesmo quando assisti Life Aquatic e já entrou pra minha lista atores favoritos.

*_*_*

Meus alunos sempre reclamam dos indianos falando inglês. Dizem que o sotaque é muito dificil de entender e as vezes o ingles nao é muito certo. Confirmei isso esses dias quando minha irmã me mostrou uma mensagem que um cara mandou pra ela no orkut, veja a pérola:

"hello , friend , are you know English ? you knows country India ? ?"

Ahaha, é até bonitinho.

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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Mais um capitulo do xilofone...

Eu ainda nao desisti. Botei pra tocar o cd do Panic at the Disco no ipod, que tem varios barulhinhos de xilofone, pra inspirar e fui atras. Fui na unica loja que tem um do jeito que eu quero: de criança, com baquetinha, coloridinho e funcionando direitinho. Uma graça! Rosa choque e tudo mais. A negociaçao foi mais ou menos assim:

Vendedor: Posso ajudar?
Eu: Quero dar uma olhada naquele xilofone que voce tem ali atrás.
Vendedor: Fique a vontade.

Fui até lá e uma etiquetinha amarelada me relembrou o quanto custava: 52,00!! (Que eu me lembrava era 48,00. Enfim...)

Eu: Negocio seguinte: eu te dou 35,00 pra levar ele agora! Tá na mão! (ahahaha eu com meu maior ar de negociadora...foi ridiculo!)
Vendedor: Ixiii, não rola...eles não abaixam esse preço.
Eu: Mas po, 52,00 num negocio de brinquedo e usado ainda!
Vendedor: Não é usado.
Eu: Mas parece.
Vendendor: Não tem jeito, é esse o preço. Voce nem acha essas coisas mais pra vender.
Eu: É verdade, mas isso porque ninguem mais quer comprar. Fazer assim : eu volto mes que vem e tenho certeza que isto vai estar aqui ainda. Ai voce me vende por 35,00.
Vendedor: ...
Eu: Po me dá pelo menos um desconto! Me vende por 50 entao! (pessima negociante, de 35 pra 50!!)
Vendedor: Vamos ali falar com o gerente. ele que decide.

Gerente: Não tem desconto. É esse o preço. 52,00 é o preço descritivo.
Eu pensando: preço descritivo??? que porra é essa! o que esse cara tá falando! isso nem existe!

Final da historia: sai da loja puta da cara. E nada de xilofone pra mim. Eu posso ser uma má negociante mas eles são péssimos vendedores! E tem mais sou orgulhosa demais pra voltar naquela loja e comprar aquela droga, que hoje eu quero mais ainda. To quase dando dinheiro pra alguem ir la comprar pra mim.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

20 anos!

 Vinte anos atrás nascia a pessoa que entre trancos e barrancos é a minha companheira mais fiel: minha irmã. A unica pessoa que consegue assistir 6 episodios de Sex and the City na sequencia comigo, uma das unicas pessoas (se nao a unica) que me sinto mais confortavel na presença; que me faz rir feito boba e que faço rir feito boba; que conseguimos passar dias inteiros falando besteiras, coisas sérias, sobre musica, bandas, moda, até brigar e ficar de bico por cinco minutos e começar tudo de novo. Apesar das personalidades bem diferentes, temos muito em comum e fico feliz que nos ultimos 7 anos nos tornamos confidentes. Várias vezes ouvi meu pai falando: como é que tem tanto assunto? como é que acham tanta coisa engraçada? Menina talentosa e inteligente. Precisa ver como fico boba de ver ela tocando com a banda dela. Fico ali na frente do palco fazendo papel de irmã coruja, toda orgulhosa, com lágrimas nos olhos toda vez. Ela não sabe, mas é sempre assim, salva pelo barulho da banda ninguem ouve os soluços tentando segurar o choro.  E olha, como a gente se diverte. Sei que ela queria estar bem longe agora, mas fico feliz de poder comemorar o vigesimo ano de vida ao lado dela. Regado a champagne e bolo de nozes com damasco.


*_*_*_*_*

Eu gosto de quando estou ouvindo uma musica, fechar os olhos e ouvir todos os barulhinhos da gravaçao. Cada detalhe que se voce nao parar, nao da pra ouvir. Gosto muito de fazer isso com os Beatles. Resisti tanto pra prestar atençao nos Beatles, porque os fãs são muito chatos. E eu gosto de ouvir depois que passa a febre, tipo do contra mesmo. Foi assim com os Beatles, com a Amy, ate com a Susan (eu insisto em chamar ela de Sylvia) Boyle - outra coisa que me fez chorar quando assisti, afe. Lembro que há um ano atras quando trabalhava na casa de uma familia Grega em NY, peguei uma coletanea da banda de Liverpool do pai e a partir dai já era: estava fisgada. Baixei a discografia e virou vicio mesmo. Tem muita coisa boa! Mas o que eu queria dizer é que fazendo esse negocio de ouvir todo barulhinho, descobri que tem uma musica no White Album que o Paul Mcartney faz o baixo com a boca! I Will é o nome. Eles foram muito pioneiros locões, gosto muito disso.

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Gabe agora é viciada em Scrabble. Estou tentando arrumar um esquema pra comprar o jogo com tabuleiro e pecinhas de madeira e tudo mais. Dificil porque quero um que tem y's e w's porque daí dá pra jogar tanto em portugues quanto ingles. Enquanto isso não acontece, vou jogando no Facebook mesmo...outra coisa que resisti em fazer, mas agora fiz pela boa causa que é o Scrabble.

domingo, 7 de junho de 2009

Valentin versus Antonio

 Dia dos Namorados está ai bem perto, e fiquei pensando...Primeiro: esses dias estava cortando caminho pelo shopping e vi em algumas vitrines escrito "Valentine's Day". Eu já acho irritante essa história de colocar nas vitrines, letreiros e etc escritos em ingles porque é mais "chique", sendo que nem 10 % da população fala a bendita lingua. Outra coisa: Valentine's Day é comemorado por causa do São Valentin (e é 14 de fevereiro na maior parte do mundo) e o Dia dos Namorados no Brasil é comemorado por causa do Santo Antonio. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Pra que escrever Valentine's Day na vitrine gente-do-ceu!! Get a clue people! (PS.: eu escrevo em inglês porque eu sei que voce eh bilingue blog-diario. e tbm porque tem umas expressoes que sao mais legais em ingles, e tbm pq eu fico com preguiça de pensar muito, ai a primeira coisa aparece na mente é a escolhida, e tbm pq voce é meu diario, eu escrevo do jeito que eu quiser. )


Ai pensei um pouco mais sobre o assunto: eu acho essa comemoraçao do Sao Valentin bem mais legal porque você manda cartoes e presentes para as pessoas que voce gosta, independente se é namorad@ ou nao. Mas claro que é bem mais frustante quando você nao recebe nada! Neste caso, pelo menos no dia dos namorados se voce nao tem namorado, voce nem espera nada.

No dia 14 de fevereiro deste ano recebi um cartao da mãe do menino que namorava lá nos EUA. Ela é uma das pessoas mais incriveis que conheci lá. Ahh, old Carol! Ninguem fez me sentir mais em familia quando mais precisava de uma do que ela. Ela fala mais que o homem da cobra, é verdade, mas era tão legal conversar com ela. Sem falar que Bell's era a nossa loja preferida então assunto nunca faltava! É uma loja com muita bugiganga barata, tipo coisa pra casa, escritorio, ate umas roupas, mas eu nao gostava muito dessa parte. Eu pensava: um dia quando for bem rica vou vir pra Florida e comprar um monte de coisa na Bell's pra decorar minha casa. 

I miss Bell's. I miss Carol. I don't miss Florida.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Ahnnn o inverno...

 Que coisa boa! Nunca achei que um dia ia gostar tanto de frio como agora. Esta semana está perfeito: dia lindo, ceu azul sem-igual, e frio de doer. As pessoas estão tao elegantes! Vi dois senhores de chapeu, aqueles de feltro com uma fita em volta. Um luxo! Dá ate gosto de sair na rua. Nao é como o verao, que fica todo mundo suando, com um monte de pele aparecendo. O inverno traz uma elegancia e um misterio...


Comecei a gostar do inverno depois de passar um ano no calor escaldante da Florida. Um ano inteiro e apenas DOIS dias de 10 graus e só. O resto tudo perto dos 40. Inferno é lá com certeza. Depois de lá peguei o inverno de Nova York. Beeeem mais frio que os menos dois graus de hoje de manha. Lembro ate hoje da pior idéia em conjunto do século (minha e do parceiro): bagel com cream cheese e suco de açai como café da manha, aos pés da ponte do Brooklyn, num deck bem perto da água. Romantico no ultimo, mas que idéia infeliz! Mal conseguia mastigar de tanto que tremiam os dentes. Aqui pelo menos não venta daquele jeito.

*_*_*_*

Pensamento do dia: é engraçado que em portugues a expressão "tudo azul" é usada quando tudo está mil maravilhas, mas em ingles "when you've got the blues" quer dizer que você está triste. Conclusao tirada porque uma infeliz ficou com uma musica do Claudinho e Buchecha na cabeça, que nao sendo ruim o suficiente por si só, ainda misturam portugues com ingles pra nao fazer o menor sentido mesmo: 

"Olha eu te amo
E te quero tanto
Beijar teu corpo nu
Nem hipocrisia
É amor
Com você tudo fica blue

Sabe tchururu..."

*_*_*_*

Pérola da traduçao: um desses programas de moda da GNT, falavam de maquiagem e a pessoa estava falando de blush (como meu pai disse outro dia que demorou uns 30 anos pra ele descobrir o que era blush, vai aqui uma ajuda: é um pó um pouco mais escuro que o tom da pele usado nas maças do rosto pra dar um ar de "coradinha"). Maça do rosto é "cheek bones" mas na traducao: maxilar! Mama mia! A pessoa que precisa dar uma coradinha no maxilar tem algum problema.