Consegui um livro novo e legal pra ler: Everything is iluminated. Tem até um filme desse livro, acho que é com o Elijah Wood. O filme é lindo! Emprestei de uma menina que trabalha comigo. A mesma que me emprestou o Diario de Brigdet Jones. Pedi uma sugestão de leitura e acertei em cheio pra quem perguntar. Ela só me respondeu muito classuda: Ah, eu te mando o link com minha biblioteca virtual e você escolhe! Achei tão chique e organizado! E a menina tem muita coisa legal...o que significa que não estarei aceitando sugestões por um bom tempo.
Sai da aula atrasada e correndo pra pegar o onibus no horário mas acabei perdendo o bendito. Achei até meio bom porque queria começar a ler o livro logo e assim teria mais tempo. Perdi o onibus por 1 minuto mas acabei sendo a primeira da fila anyways. Me aconcheguei e logo abri o livro. Duas excitantes páginas depois chega uma senhora e se posiciona bem atrás da onde eu tava, reclamando que o sol estava demais (o que tenho que concordar, estava de rachar). E começa a falar, falar e falar. Fala do onibus, fala do tempo, fala que ta velha e cansada e eu ali lendo e relendo a mesma frase umas quinhentas vezes. (As pessoas mais velhas conseguem ser bem incovenientes as vezes. ) A estas horas já estou com o livro na altura da testa pra não ter erro de ela perceber que eu estou concentrada e que ela está atrapalhando. Mas ela quer assuntar e tem que ser comigo. Não com as outras cinco pessoas da fila. Até que então chega uma outra senhora e me pergunta: "esse é o começo da fila?" e eu digo: "sim, esse é o começo da fila." Ela: "ah então to certa né" Eu: "bom, na verdade o fim da fila é ali, esse é o começo." Ela: "Ahhh então tenho que ir pra lá." Pura jogada de marketing né, mas ta, eu digo: "Não, senhora, pode ficar aqui na frente, não tem problema", mas na verdade queria ter dito: pelamordedeus, faça par com essa outra senhora aqui que já tá me deixando maluca. E a outra senhora passando por cima da minha generosidade diz: "Os mais velhos podem ficar na frente." Finamente percebem a existencia uma da outra e começam a contar seus canceres e cistos e gripes e tudo mais que tiveram. (Me explica o que aconteceu com essa geração que tem o maior prazer em conversar sobre doença?) Eu, aliviada, voltei pra minha leitura. Ou pelo menos tentei, mas a felicidade durou pouco pois a primeira senhora insistia em me incluir na conversa! "Eu tava dizendo pra ela, ne?" "Eu lembro quando eu lia livro assim que nem ela..." Ai djizus-santa-paciencia! A penitencia só terminou quando o onibus chegou e eu deixei as duas beldades irem na frente: primeiro por educação e segundo pra ver onde elas iam sentar e me sentar bem na direção oposta.
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