quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Gabe is in love with Lily Allen

Ouvi pela primeira vez alguns meses atrás (aquela velha história, tudo que está em voga não me atrai) e a conclusão final foi: não gostei muito, só daquelas duas músicas famosinhas. (grande parte também acho que foi pra contrariar o amigo que me mostrou, já que nossa amizade é baseada em balas cruzadas o tempo inteiro). Mas nas últimas duas semanas resolvi dar uma nova chance à garota, graças ao meu Ipod que, no shuffle, escolheu uma música da garota que me chamou bastante atenção e então resolvi ouvir o cd inteiro novamente. (Já até consigo ouvir ele me enchendo o saco) E descobri o segredo: tem que prestar atenção, pois as letras são muito boas! E outra coisa: ela tem aquela voizinha doce com um sotaque britânico super fofo e quando você menos espera ela está falando que o cara...bem, não dá no couro, mesmo ela tendo passado horas "lá embaixo" no centro-sul do corpo dele. E tem outra, senti uma super conexão com as letras, ou melhor com as histórias (aham, inclusive essa ai que já citei), e também com o jeito que ela escreve, assim meio irônico e na maioria em primeira pessoa (como eu e o John - Lennon, of course!). Mesmo as músicas que são em terceira pessoa, dá pra perceber que ela está falando dela mesma. E é assim que eu escrevo também e fiquei super surpresa depois desta descoberta já que tenho um projeto de banda que são músicas que falam dos meus causos (des)amorosos. E outra coisa que eu faço e ela também é que quando você pensa que aquela é uma música de amor, logo você percebe que não passa de um relacionamento fudido. 


Aí me lembrei do que o carinha lá do livro falou: algumas coisas são decepcionantes quando revistas, pois as vezes da primeira vez você pode ter gostado porque estava triste, tinha brigado com alguém, sei lá, alguma outra 'influenza'. Minha conclusão: tudo depende do momento, tanto para gostar quanto para não gostar, seja música, filme ou whatever. Se eu não estivesse tão empolgada com o meu projeto eu não teria gostado tanto da Lily quanto gosto agora. Ela é massa! Sem falar que aquele clipe anos 70 dela é f-o-d-a! Pronto. Falei.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Bem vindo ao clube!

 To lendo o Clube do Filme, um livro bem recente que conta a história de um pai que deixou o filho desistir da escola com a condição de assistir 3 filmes por semana, que o pai mesmo escolheria. Quando vi este livro na livraria fiquei super animada, mas deixei pra lá porque, entre outros motivos, o livro era em português e você sabe, isso não me anima muito. Odeio traduções. Mas pra minha felicidade um amigo acabou comprando e eu tive que pegar emprestado depois que ele me disse que tinha gostado da história. E o livro é ótimo! Inclusive a tradução - apesar de eu automaticamente tentar descobrir como foi dito em inglês a maioria das coisas. Porém para minha surpresa eu fiquei bem mais animada com a relação pai-filho do que o que eles falam sobre os filmes. E o pai, um jornalista canadense, fala umas coisas muito interessantes que eu fico pensando muito sobre. Como o que ele disse no começo por exemplo: "a segunda vez que você vê uma coisa na verdade é a primeira vez. Você precisa saber como a coisa termina antes de poder apreciar sua beleza desde o início." Por isso eu gosto de ler um livro e depois ver o filme do livro, como eu fiz da ultima vez com o Regras da Atração. Na verdade eu já tinha visto o filme alguns anos atrás e tinha gostado. Aí li o livro e achei super foda! A narrativa é ótima! Os personagens são perturbadinhos mas super cativantes. E o mais legal é que cada um conta seu ponto de vista de um mesmo acontecimento e você consegue montar na sua cabeça a sequencia dos fatos de acordo com o relato de cada um. Enfim. Vi o filme. Gostei. (inclusive lembra que te contei do francesinho que me apaixonei na facul? eu mandei uma cartinha pra ele com purpurina algumas semanas depois de ter visto o filme. ele ficou super encabulado segundo a minha fonte. Mas claro!!! Onde eu estava com a cabeça?) Li o livro. Adorei. E vi o filme de novo. Ahh, não gostei muito. Apesar de que constatando o que meu mais novo melhor amigo jornalista disse, dessa vez reparei mais como o filme foi feito e na direção e nos detalhes. Reparei como o diretor usa muito uma coisa que eu adoro: varias luzinhas desfocadas no fundo dando um efeito de bolinhas luminosas flutuantes. Tentei uma vez fazer isso numa sessão de fotos sem muito sucesso. 


*_*_*

Lendo esse livro fico pensando também como eu gostaria de ler um livro no qual eu poderia ler como uma pessoa me ve do jeito que o pai ve o filho, ou do jeito que a Carrie falava do Big, ou os menininhos do Rules of Attraction viam uns aos outros. Queria saber como uma pessoa me descreveria, ou até mesmo como algum dia eu servi de modelo para pelo menos uma pontinha na descrição de alguém, alguma coisa do tipo: enquanto isso a moça ao meu lado de cabelos longos levemente ondulados tão castanhos quanto seus olhos cintilantes, lia a última página de um livro escrito em uma língua diferente da usada neste país e que juntamente com as últimas linhas uma lágrima escorria sob seu rosto, me fazendo sentir como se perdendo algo por não conseguir me entregar a nada do jeito que aquela garota se entregou àquelas palavras.

Na verdade, alguém ja escreveu sobre mim. Mas nesse caso, acredito que a pessoa teve segundas intenções, afinal depois disso passei os dois anos seguintes como ele. O único comentário que me resta: escreve bem o desgraçado! Leia aqui!

domingo, 27 de setembro de 2009

Cuidado!

Acabei de ler: 

- The Rules of Attraction (emprestado)
Estou lendo: 
- Clube do Livro (emprestado)
Na fila:
- High Fidelity (comprado - eu não acredito que ainda nao li um dos tops da minha lista de filmes favoritos)
- A man walks into the room (comprado - mais um da Nicole Krauss que achei milagrosamente num sebo online)
- Sex and the City (comprado - tbm achado no sebo online. Tentativa numero 1 de ler o livro um ano atrás foi sem sucesso, mas como fã eu tenho que ler, então entra pra fila)
- The devil wears Prada (comprado - primeiro capitulo lido, mas interrompido pelo Rules of Attraction)
- Strangers in Paradise (emprestado - quadrinho)
- Death - the time of your life (emprestado - quadrinho)
- 1001 Nights of Snowfall (emprestado - quadrinho - os 3 ultimos foram adoravelmente emprestados pela menina do trampo que tem uma biblioteca maravilhosa em casa e antes de sair de férias - pra Paris - me trouxe os livros dizendo que eu preciso ler esses - apesar que não sou muito de quadrinhos eu confio no bom gosto da moça - e como ela vai estar 30 dias longe assim nao faltaria livros pra eu ler. Infelizmente eu leio meio devagar e tem muita coisa na frente, entao provavelmente ela vai voltar mas os livros não vao voltar tao cedo)
- Conspirações (emprestado - depois de uma volta pelo centro e uma bela conversa tive que emprestar esse já que fala de coisas que dizem por ai mas que tem controversias como a morte do Kurt Cobain, do Paul McCartney, etc..., fiquei loquinha pra ler)

*_*_*

Arranjei companhia pra ir de sebo em sebo. Eu vou atrás de livros. Ele vai atrás de vinis. Outro dia em uma das nossas buscas e no meio de uma leva de discos pelo preço de R$1,50 a 3,00, meu amigo achou dois da Rita Lee. Não sabendo qual dos dois levar, me incumbiu da tarefa de descobrir qual dos dois era o melhor. Olhei as músicas de um, tinha uma conhecida, olhei o rótulo, olhei o estado do vinil, procurei o ano e tudo mais - até parecia que eu entendia alguma coisa. Peguei o outro, o mesmo procedimento, apesar que nesse não tinha nenhuma música conhecida. Tough decision. Aconselhei ele a levar o primeiro e pra infelicidade do meu parceiro, ele me ouviu. Mais tarde naquele mesmo dia ele me conta:
- Lembra aquele vinil da Rita Lee?
- Sei.
- Você nao vai acreditar.
- ... 
- Coloquei pra tocar e de repente ouço "mamãe eu quero, mamãe eu quero mamar" numa voz conhecida que nao era nem perto da Rita Lee. O vinil que estava dentro era do Sergio Malandro!

4 dias se passaram e eu ainda estou rindo!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Fettuccines rules!

 Me lembro que uma vez no meio de uma conversa sobre bandas um amigo me disse que não tinha banda porque não tinha nada pra agregar/falar para o mundo. Depois disso eu fiquei pensando sobre o assunto e cheguei a seguinte conclusão: eu não estou nem ai pro mundo nesse sentido. Eu tenho banda porque eu gosto de escrever e fazer músicas sobre meus causos, ou sobre alguma idéia surgida durante um passeio pelo centro, ou sobre uns alguns sentimentos guardados, ou sobre uma conversa sem muito importância no telefone... E eu adoro! E eu não ligo se faz sentido pra alguém. Faz sentido pra mim e isso é suficiente.


No feriado de 7 de setembro gravamos 8 músicas com o Fettuccines. Quase tinha me esquecido como eu gosto de gravar. E inventar. Tive a chance de estrear o xilofone que eu mesma fiz (aliás preciso te ensinar como faz né) e nunca fiquei tão satisfeita com uma gravaçao quanto esta. Não ficou perfeita, tem erros claro, mas até que por ter sido feito ao semi-vivo, o EP ficou bom. E foi muito legal ter algo concreto de uma coisa que eu tenho me divertido tanto! Muitas risadas, algumas discussões, muito sanduíche com refri, muito tempo junto de pessoas que adoro... Agora me diz, precisa ter mais sentido do que isso? Pra mim não. Eu deixo pra outras pessoas agregar coisas ao mundo através da musica. Eu, quero é tocar!

Quer ouvir? Ta aqui: CAFÉ & CANÇÕES - EP

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Francisco Roberto

Coincidência n 8:


Uma amiga fotógrafa tinha recém aberto um estúdio de fotografia e na empolgação do momento (e talvez pelo fato que sou meio exibidinha pra tirar fotos) me convidou para uma sessão de fotos que seriam parte da sua nova exposição. A proposta era usar roupas que normalmente, ou melhor dizendo, nunca usaria por ai. Na hora me veio à cabeça o figurino: um chapéu de cowboy de palha trançadinho super bonito da minha irmã e uma jaqueta de camurça marrom com longas franjas nas mangas e na parte da frente, com detalhes em pedrinhas redondas verde-menta, que foi achado num brexó. Coloquei por baixo uma camiseta amarelhinha clara com um desenho marrom meio estilo "trucker" e uma calça jeans clara, e estava completo o visú. A sessão foi super divertida, as fotos ficaram legais e muitas olhadas depois percebi uma coisa: a camiseta amarelinha da qual mencionei tinha um desenho de um carro e logo abaixo dizia: San Francisco 550-329-8269. A coincidencia: como a camiseta estava embaixo da jaquetinha de franjas somente parte da estampa podia ser vista, entao lia-se somente Francisco e alguns numeros. Agora a parte engraçada: na época eu namorava um menino chamado Francisco! E pareceu que eu andava por ai com o nome do meu namorado estampado na camiseta, haha.

Tá aqui a foto: AQUI

*_*_*

Tenho tido várias aulas de conversação em inglês que na verdade mais parecem sessões de terapia pois em duas horas de conversa é impossível não chegar a questões e causos pessoais. Dos 3 últimos que tive consegui levar os 3 as lágrimas. E além do mais sempre tem algo interessante que eles contam. Hoje vou te contar uma historia desse aluno que com muito custo me contou um fato curioso sobre seu nome. Diz ele que aos cinco anos de idade ele não havia sido registrado no cartório ainda - acredito eu que a uns 40 anos atrás isso não era algo muito importante. Minha mae por exemplo foi registrada 6 meses depois do nascimento entao oficialmente o aniversario dela é em dezembro e não em agosto. Sentindo a necessidade de tal registro o pai dele chegou e perguntou se ele queria mudar de nome e qual seria. Como ele era muito fã de Roberto Carlos nem pensou duas vezes e respondeu que queria que seu nome fosse Roberto! O pai meio que não concordou mas no fim chegaram a um acordo e seu nome oficial ficou Eloi Roberto. Achei o máximo e já posso colocar no meu livro de experiência: pessoas que eu conheço que escolheram o próprio nome: 1.

*_*_*

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Pq as coisas acontecem assim eu não sei.

Coincidencia nº7
Dialogo:

C: Eu sempre durmo no cinema.
G: Eu, as vezes. Mas eu dormi no Independence Day (lembrando que, nossa! isso foi a muito tempo atrás!)
C: Po, como voce conseguiu, com todas aquelas bombas e explosões, etc.
G: Nao, nao, mas esse não...
C: (interrompendo) Inclusive a gente tem esse dvd ai nao tem? Onde que tá?
G: Não, mas não é esse filme que...
C: (interrompendo denovo) Ahh aquela caixinha de papelão é tão linda...
G: (num tom mais firme dessa vez) O que a gente tem não é Independence Day!...é...é o...putz, como é o nome mesmo?
(as imagens vão passando pela minha cabeça como se fosse um trailer do dia que comprei na Virgin da Union Square por míseros 10 dolares essa edição especial do DVD, com uma caixinha de papelão daquela cor parda, escrito de fora a fora CONFIDENCIAL e com um selo vermelho imitando aqueles de cera do tipo que se faziam nos tempos das corespondencias da realeza, mas o nome do bendito...nada!)
C: Ah não é? Então é o...o...
G:...
C:...

E do mesmo jeito que começou, terminou. Assim do nada, já que a preguiça era tamanha que preferimos trocar de assunto a levantar da cama e procurar o dvd e descobrir o nome. Mas felizmente as coincidencias andam sempre lado a lado com a minha pessoa. No outro dia de manha, indo para o trabalho lendo o Rules of Attraction (porque segundo o que minha fornecedora oficial de livros decidiu: chega de livros bonitinhos pra voce. Vai um mais pesado agora. Alrighty, then!) acontece que a menina tendo uma conversa com a amiga dela pergunta: What´s the movie tonight? E a resposta: APOCALYPSE NOW! 


Bingo!

Acredita?

*_*_*

Falando em livros bonitinhos, terminei o History of Love da Nicole Krauss semana passada e realmente fiquei impressionada! Quando emprestei da menina, ela me falou que era incrivelmente parecido com os livros do Jonathan Safran Foer (o autor de Everything is Illuminated, lembra?), mas assim tão parecido, ela me contando, que se alguem falasse que era dele, ninguém jamais iria duvidar. E o mais impressionante é que eles são casados agora, mas ela escreveu esse livro antes deles se conhecerem. Enquanto eu lia o livro eu não acreditava como era possível! Não acreditei como a linguagem é a mesma, os temas são os mesmos, e até como algumas palavras são as mesmas. Na verdade os livros são tão parecidos que nem parece que é do mesmo autor, parece que os dois receberam a tarefa de escrever um livro incluindo uma mesma lista de coisas na história. Vou comparar pra voce ter uma ideia o Incredibly Loud, Extremely Close do Foer com o History of Love, e veja se não estou certa:
As duas historias:
- tem o personagem principal sendo uma criança morando em Manhattan indo em busca de alguma coisa pelos 5 cantos de NYC;
- o pai das duas morreu;
- os dois falam de solidão;
- em um o menino quer achar a fechadura que abre uma chave e no outro o cara é um chaveiro e sabe tudo sobre fechaduras;
- nos dois tem senhores de idade que escrevem um livro sobre a historia das suas vidas para seus filhos que não conheceram e morreram;
- em um a pessoa tem um bloqueio que faz com que ele vá perdendo a habilidade de falar as palavras até que não sobra nenhuma, e no outro a menina tem medo que a mãe esqueça das palavras de acordo com que as paginas do dicionario vão se desgrudando;
- os dois tem fortes influencias dos costumes judeus (porque os autores foram educados assim) inclusive usando várias das mesmas palavras em Yidishe;
- os dois falam sobre um telefone daqueles de brincadeira de criança feito de latinhas e um barbante, ligando dois lugares distantes. Um liga NYC a uma outra cidadezinha separados por um rio e no outro é NYC e a Europa separados por um oceano...

E eu podia continuar com varios outros exemplos...talvez ainda o faça um dia. E pensando bem, eu já nem sei mais o que é isso...destino, afinidade, conexão...só sei que tenho até medo de ir mais afundo na relação desses dois com medo de descobrir alguma coisa que acabe com toda essa magia criada na minha cabecinha de vento.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Bizarrices preferidas do centro da cidade



Prédio com cabeça de E.T.

Leão com língua gigante


Águia com duas cabeças aparentemente sem 
nenhuma razão para existir


Letreiro Quente Quente Quente


Adoro a cor desse prédio




Toda vez eu penso: por que resolveram fazer uma coisa tão feia? 
Uma "gargula" de cada tipo...

E mesmo assim, eu tenho uma preferida:


A mulher de chapéu sem braço 


E a fachada preferida 
com o letreito mais foda 
e com o azulejo mais maravilhoso.



quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Coisas e coisinhas

Em nome das ruivas e "castanhas" eu protesto contra a indústria de grampos de cabelo deste país que só fabrica grampos loiros e morenos. Será que nao seria uma boa idéia criar um grampo transparente agradando assim todas as cabeças desse Brasil?


*_*_*

Ontem me deparei com algo um tanto atipico num restaurante: como "agradinho final" depois de pagar a conta o caixa me deu uma porção de balinhas como de costume. A minha surpresa foi que o sabor era de...Chocolate Quente! Não é chocolate, não é cappuccino, é chocolate quente!! Quente! Que coisa mais bizarra! Claro que o bala não passava de uma bala de chocolate normal - o que me fez pensar que seria interessante uma bala que realmente fosse quente. Ai fiquei pensando nos proximos sabores dessa linha: bala sabor suco com gelo, bala sabor cerveja congelada, bala sabor chá frio e por ai vai...

Cada uma viu jezuis...

*_*_*

Esses dias uma amiga perguntou intrigada: "Gabe, pic quer dizer pinto em ingles?" Eu mais intrigada ainda resolvi perguntar: "bom que eu saiba nao, como se escreve?" (a essa altura já passava na minha cabeça todas as possibilidades: peak, peek, pick...) "P-I-C" ela respondeu. Por um segundo de lesera não tive a menor idéia do que queria dizer e perguntei: "mas por que?" E a responda foi: "tava conversando com um cara esses dias na net e ele me perguntou: wanna see my pic? Eu bloqueei ele na hora!" Não contive a monstruosa risada quando percebi que a tal da pic era nada menos que a abreviatura de picture! 

*_*_*

Mais novo blog preferido: HOT CHILD IN A COLD CITY



sábado, 15 de agosto de 2009

Quizzzzzzzzzz

 Eu sempre disse que nunca ia me considerar uma Beatlemaniaca porque eu sempre odiei esse termo e tambem porque os fans de Beatles sao muito mas muito chatos. Mesmo assim quero saber tudo sobre eles. Esses dias entao vi um livro super foda que comentava a discografia inteira, musica por musica, com todos os segredinhos e curiosidades sobre as gravações. Putz, muito legal! E já que eu tenho feito muitos quizzes nessa minha vida (esses dias fiz um sobre qual Rockstar vc seria e deu Kurt Cobain, outro sobre qual personagem de seriado e deu Phoebe e ainda um outro com 89 perguntas sobre o Sex and the City que eu acertei 77% ) resolvi inventar um quizz pra ver se eu sabia quem cantava cada uma das musicas do meu cd favorito que é o primeiro, Please Please me. Tive essa ideia porque eu simplesmente nao consigo distinguir a voz do Paul e do John de jeito nenhum. A do George é a minha favorita! Ele tem aquela voizinha tipica de banda britanica e é o que canta com mais sotaque, o que deixa ele mais fofo e bem perto de ser o meu Beatle favorito - esse dilema me assombra por anos. A do Ringo é aquela voz meio anos 70, tipo Led Zeppelin, que pra mim é inconfundivel. Mas o John e o Paul me confundem, por isso resolvi aprofundar os meus conhecimentos nos vocais e testar com o meu quizz. Olhe aqui o resultado:

 Até que fui bem, mas devo admitir que muitas vezes foi uma questao de sorte sobre os dois dito cujos. E depois dos meus 65% de acertos, li tudo sobre esse cd e descobri umas coisas super fodas: eles gravaram o cd em 13 horas, quase tudo meio ao vivo - isso explica o som horrivel da bateria; metade das musicas nao sao deles - tem umas 2 ou 3 que são de umas meninas chamada Shirelles que segundo 0 livro era a banda preferida deles na época - ja corri baixar; no lado B do vinil tem varias musicas que nao foi o Ringo que tocou, foi um outro baterista porque quando chamaram o Ringo pra tocar ninguem sabia se ele tocava bem ou nao, entao os produtores resolveram ter um baterista back-up, just in case. E pra não ficar chato deixaram o cara tocar umas duas musicas e o Ringo tocou meia-lua só pra participar - no livro diz pandeiro mas tenho quase absoluta certeza que nao isso não era possivel. 

Algo me diz que preciso ter aquele livro.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

I HEART COINCIDENCES

 Tem umas coisas que se conectam na minha vida - ou melhor, que eu percebo e conecto - de uma maneira tao estranha que fico impressionada e eu tenho que dividir com voce, blog-diario. São coisas meio bobas, sem importância, mas que eu fico pensando sobre...Olha só:


1) Pra começar: no dia da crise do post anterior eu resolvi investir meus míseros 21 reais para ver meu primeiro filme 3D, que infelizmente foi Era do Gelo3 - ninguem merece ver filme dublado com um mamute com a voz da Claudia Gimenez - mas era o unico que estava passando. Cheguei uma hora antes entao sentei no sofazinho e voltei a devorar o segundo livro do Safran Foer que to lendo. Aí estava bem na parte que o piázinho conta por que o gato dele se chama Buckminster, que foi por causa de um físico ou cientista sei la que inventou não lembro o que também (infelizmente - ou felizmente - algumas informações meu cerebro filtra). Na hora do filme não é que tinha um Buckminster também? Po e nem é um nome tipo Bob! É um nome bizarro!

2) Outra coisa, quando Michael Jackson morreu eu já tava de saco cheio de mudar em toda merda de canal e estarem falando, tocando e mostrando coisas do dito cujo. Eu tava lendo ainda o Everything is Illuminated e como estava completamente obcecada pelo livro, resolvi que seria mais util me refugiar na leitura e escapar das garras do Michaeljack. Eu ainda estava nas primeiras páginas quando eis que inesperadamente o defunto aparece no livro também: o cara tinha uma cadela que era muito teimosa e só fazia o que o dono queria se ele cantasse Billie Jean pra ela!

3) Alguns anos atrás eu estava andando, ainda me lembro bem, pela Martin Afonso e foi bem quando o Green Day lançou o American Idiot e eu estava viciada na Boulevard of Broken Dreams. Me lembro que ouvia e re-ouvia a musica no meu bom e velho mp3 de 256 mega que funcionava com uma unica pilha palito. Na hora de repetir a musica percebi que o aparelho ja tava funcionando só com o cheio da alcalina e logo iria desligar. Eis que pensei: preciso comprar mais pilha AAA, na mesma hora me aparece um carro com uma placa AAA e mais incrivel ainda era que o Billie Joe cantava a parte da música Aaah, Aaah, Aaah, A-aah! Ri sozinha ne...ninguem acharia graça de tamanha inutilidade.

4) Certo dia recebo uma mensagem de meu aluno (o que me lembra das dávidas de divulgar seu telefone para eles - quando nao são mensagens sobre o que tal coisa significa - eles preferem gastar 18 centavos a checar o dicionario, alguns ainda tem a capacidade de mandar algo do tipo: "teacher, nao tive tempo de estudar pra prova, posso fazer outro dia?" isso as 10 e pouco da noite quando voce esta no meio de uma sessao de cinema! enfim...) me perguntando como é imposto de renda em ingles. Eu pensei, bom é taxes mas tem um outro nome antes...pensa, pensa, pensa...e nada. Bom, já lembro, pensei, e voltei a ler o livro - que na época era o The Catcher in the Rye - e...e...e... eis que ele fala da tal INCOME TAXES! Três frases depois! Mais ou menos 1 minuto depois da mensagem! Incrivel, Gabriela!

5) E por fim, a maior que consegui guardar na memoria: conheci o meu ultimo namorado no dia do aniversario da minha irma, e coincidentemente o nome da mae dele é o mesmo nome da minha irma, e o noivo da irmã dele faz aniversario no mesmo dia que eu. Mas isso não foi nada de surpresa comparado ao que eu descobri depois: o sobrenome do infeliz é Gable (gueibou). E a coincidencia é que, sabe como os meus colegas de faculdade chamavam (e até hoje tem um gordinho que me chama assim)? De Gable!! O que será isso, B-D?

Talvez eu seja meio boba em ficar pensando nessas coisas, mas eu me impressiono sim! E adoro! E é sem querer mas é o maximo.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A mais recente ex-celibata

 Outro dia numa explosão de ódio fiquei pensando muito sobre celibato. E por um instante achei a idéia muito atraente por dois motivos: se é pra ficar sozinha, que seja porque eu escolhi deste jeito e também porque eu canso, e sofro...as pessoas fazem exatamente o oposto do que eu espero que elas façam, elas não dizem o que querem dizer e elas não entendem que eu só espero que elas sejam honestas comigo, porque assim dói menos e sara mais rápido. Mas elas nunca são, elas nunca fazem e elas nunca dizem. Ai me lembrei do que a Carrie disse um dia: "I don't know if I really loved him, or was I addicted to the pain?" Ai me lembrei do que um carinha, que tinha aderido ao celibato, que a Samantha tava querendo um algo mais disse : "I love having sex, but I love more not having it". Ai me lembrei que em francês eu já era uma "célibataire". Mas ai comecei a pensar como muitas coisas que eu amo não fariam mais sentido também. Como assistir Sex and the City sem torcer pelos bons momentos dos relacionamentos? Como ouvir as a canções de amor sem sentir aquele aperto no coração? Como cantar as músicas que tenho feito como se fossem só mais um monte de palavras organizadas em frases? Como ver filmes sem chorar? Logo, desisti da idéia pois acho que não nasci pra isso. Acho que sim, estou viciada na dor. E ironicamente depois de algumas horas de teorias celibatas, eu tive um encontro. 


*_*_*

Alguns dias depois vendo um filme super bonitinho na TV onde obviamente o casal termina junto no final eu explodi novamente gritando em direção tela: Que mentira nojenta! Isso não acontece na vida real! Mas ai depois de uns minutos de reflexão eu cheguei a seguinte conclusão: que graça teriam os filmes se fossem um retrato fiel da realidade, sendo que o legal é que as coisas são do jeito que a gente queria que elas fossem?


quarta-feira, 29 de julho de 2009

Bom dia sol! Que bom te ver...

 E pra comemorar, a banda do dia será Beach Boys. 


Ouvindo o cd fiquei pensando: como o Phil Spector teve a capacidade de falar que eles nao tem a menor idéia de como usar as vozes, sendo que quase tudo na banda é dispensável menos as vozes!! Uma analise aqui meio crua mas vai lá: as guitarras quase nunca aparecem, salvo por algumas poucas introduções que tbm, logo que acabam voltam ao seu devido esconderijo. A bateria mero marcador de ritmo que pode ser substituido por qualquer outro barulhinho (como em Barbara Ann que só tem palmas - muitas vezes bem descoordenadas mas que de nada atrapalham o andamento da música - e um meia lua.) O baixo tem uma importância grande até nas músicas, entao vou considerar indispensável. Conclusão: o Beach Boys é 65% voz, 30% baixo e 5% barulhinhos. Hmmm, interesting! Isso até me soa como um projeto a se pensar, heim...só preciso aprender a usar minha voz decentemente. Mero detalhe.

*_*_*

Depois que comecei a dar aula, percebi que improvisar faz parte do dia-a-dia de um professor, e fortunatly eu sou até que bem boa nisso.  Hoje por exemplo: prova oral. Chego 7:20 no local, a aula começa as 7:30. Abri o armário de provas e...tchananan! Nada da minha prova oral. (geralmente temos um tema previamente estabelecido para discussoes e afins). Um leve panico começa a tomar conta do meu ser. Liguei pra coordenadora (já são 7: 24) e ela me diz que a ultima apresentaçao que eles fizeram contaria como prova oral. Ops, em pequeno grande erro de comunicaçao que provavelmente levaria meus alunos a me odiarem um pouquinho. 7:27 eis que surge a decisão de inventar uma coisa qualquer como se tudo estivesse dentro do programa. Ok! Tenho 3 lances de escada para decidir o que vai ser deste teste. A 5 degraus do corredor da morte uma brilhante idéia surge: em duplas eles teriam que criar uma campanha ecológica interna para empresa na qual trabalham. O discussão não poderia ter sido melhor! Além de umas idéias muito boas que eles tiveram, ainda saíram da sala dizendo que iam sugerir algumas coisas para os responsáveis por essa parte no banco. Ffffiu! - passa o dedo indicador na testa.

*_*_*

E falando nisso me lembrei de uma coisa genial que eu vi lá em NY: era um flyer - se não me engano era de um restaurante natureba - que além de ser feito com um papel reciclável o próprio papel continha sementes. Aí tudo que você tinha que fazer era rasgar uma parte do flyer, enterrar na terra e regar que ele começava a germinar. Genial não? Até que de todas as inutilidades que eles criam por lá, as vezes eles acertam...

terça-feira, 21 de julho de 2009

Eu jogo peteca!

(pausa até você parar de achar engraçado)
E esse final de semana foi a segunda etapa do Campeonato Paranaense. Eu participei pela segunda vez. Aqui está o saldo:

Jogos jogados: 2
Jogos vencidos: Zero
Quantidade de pessoas que me disseram que eu devo mudar de parceira: 5
Quantidade de palavrões por jogo: meio milhão
Indignações: 1 - perder o jogo para uma criatura que vai jogar Peteca no Campeonato Paranaense de SAPATÊNIS!
Jogos assistidos: uns 20
Pensamentos maldosos: 10 por minuto
Pessoas que pediram meu telefone: 1
Telefones dados: Zero (e se tivesse dado, seria o numero errado. Motivo: das duas uma: as pessoas que não acham que sou esposa do meu pai, acham que tenho 17 anos. No caso acima, obviamente o cara era um creepie de 40 anos que gosta de ficar com menininhas. Sai pra lá!)

Apesar disso tudo, foi legal. Imagina assim, um esporte que não interessa o sexo, idade ou altura e que só depende de treino e força de vontade, e é uma mistura de volei, badminton e tenis...legal não? Além do mais, todo mundo se ajuda, e como não é muito conhecido todo mundo se conhece, mais ou menos como uma grande família.

Conclusão do fim de semana: o mundo precisa de mais petequeiros.

*_*_*_*

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Ah os meninos...

 Voltando pra casa ontem, depois de mais um dia de aulas, vi que no onibus em que eu estava havia um grupo de cinco amigos, entre seus 14 e 16 anos, com seus skates em mãos, indo ou vindo de algum lugar (me lembrei daquele filme Wassup, que é sobre uns tchicaninhos que andam de skate e tem uma banda de punk). Comecei a observar em como suas bocas se mexiam (eu estava ouvindo o ipod, por isso nao sei do que eles estavam falando), como eles se portavam, como se mexiam e várias coisas me passaram pela cabeça. 


Primeira coisa foi que, poxa, como esse tempo é bom, quando você tem tempo pra sair com seus amigos, fazer besteira, falar besteira, ficar junto. E com tempo voce vai ficando mais e mais sozinho. (crise dos 27, eu sei.)

Segunda coisa foi: qual o momento que tudo vira merda! Explicando melhor: em 25 minutos nenhum deles em nenhum momento olhou para o traseiro de nenhuma menina que passava. Ao invés disso, eles davam chutinhos nas rodinhas de seus skates até que essas paravam de girar e falavam coisas - imagino eu - do tipo: tem que trocar o rolamento, sei lá. E lá iam eles de novo. Chutando e falando nada. Ai pensei: quando é que esses meninos vão virar os "creepies" de amanhã?

Terceira: como eu gosto de como os meninos são. Assim, não to falando sobre o lado sexual nem nada, mas o jeito que eles são e suas mentes funcionam. Não sei explicar sem parecer que estou desmerecendo as meninas, porque essas também me encantam por uma série de outras coisas mas as coisas que eles se preocupam e pensam são mais as coisas que eu gosto de fazer e pensar. Por exemplo, ontem na sala perguntei se alguem ja tinha construido alguma coisa: as meninas não construiram nada além do famoso feijão-no-copinho de plástico-embaixo-do- algodão-molhado. Já os meninos vieram com as coisas mais mirabolantes: casa de passarinho, casa na arvore, casa de cachorro, mecanismo tipo Ra-Tim-Bum... E lembro que era esse tipo de coisa que eu gostava de fazer.

Ai eu cheguei em casa e corri pro msn pra ver se o gatinho estava online. Afinal grande parte de mim ainda pensa e age como menina.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O fim é triste. Sempre foi.

 Terminei o livro. Tenho que dizer que nada se iluminou, tudo se escureceu na verdade. Chorei. Quanto mais perto do fim o livro foi ficando mais e mais triste. E eu reli as ultimas frases "over and over again". E fiquei triste.................................................................................................................... ............................................................................................................................................................................

............................................................................................................................................................................
............................................................................................................................................................................
............................................................................................................................................................................
..................... E fiquei meio chocava com tamanha tristeza, na verdade foi uma mistura de tudo: pelo triste fim, pelo fim, por aquela outra coisa lá, por aquele lá... Esse é com certeza o livro mais foda que eu já li. Tem horas que é engraçado, outras triste, na maior parte poetico, mas também erotico, inocente, inteligente e complexo... Lembra lá no Catcher in the rye sobre ligar pro cara que escreveu um livro que voce gostou? Eu queria muito ligar pro Jonathan Safran Foer e agradecer pelo livro que preencheu minhas ultimas duas semanas. 

Me lembro de uma das muitas partes que adorei, que foi quando na pequena vila que a tatara-vó dele morava, uma coisa estranha estava acontecendo (como uma pessoa pode pensar numa coisa dessa?): na panificadora começaram a sumir os enroladinhos que o padeiro fazia e deixava emcima do balcão. Para solucionar o mistério desses sumiços resolveram pintar as palmas de cada um dos mil e poucos habitantes com uma tinta especial que tingia a pele e ao mesmo tempo deixava marcas onde as pessoas encostassem. Como cada cidadão tinha uma cor diferente na palma, a cor que aparecesse no balcão entregaria o larápio. Depois de muita especulação, como nunca apareceu nenhuma cor sobre o balcão, descobriram que quem estava roubando os tais enroladinhos eram ninguem menos que os ratos da cidade. O problema é que, entre outras coisas, as mulheres começaram a aparecer com cores de tinta diferentes das dos seus maridos nos lugares mais inusitados dos seus corpos...e imagina isso lá em mil setecentos e pouco? Maior rebuliço! (palavra feia)

*_*_*_*

Tanta coisa que poderia ser escrita aqui mas a unica coisa que consigo pensar é no bendito livro. Deixa o resto pra amanha.




quinta-feira, 9 de julho de 2009

Só algumas pessoas entendem...

Estou me tornando a maior colecionadora de folhas de outono que eu conheço. E isso bem sem querer: eu estou andando na rua, geralmente olhando para o chão, perdida entre os meus pensamentos e elas simplesmente aparecem provocando em mim uma vontade imensa de pegar e guardar. (lembro de um amigo falando que eu pareço uma criança catando coisas do chão). Eu olho, reparo em cada detalhe, nas cores, na textura e dai guardo em algum lugar que nunca vou achar novamente e logo perco. Hoje achei a folha mais perfeita, com muitos tons de vermelho, com a forma perfeita, com cabinho e tudo. Pensei em dar pra alguém mas logo desisti pois a pessoa certamente não apreciaria do jeito mesmo jeito que eu. E isso me fez lembrar da Dorothea, a greguinha de 10 anos que eu cuidava em New York. Uma menina muito querida e a pessoa que lê mais livros por semana que já conheci. Me lembro bem que ela lia os livros do Harry Potter em uma semana. E eu fiquei meses pra terminar o Anna Karenina e desisti. Mas o que me fez lembrar dela foi porque um dia ela chegou toda desanimada quando fui buscar ela na colonia de férias e logo começou a me contar o que tinha acontecido: ela estava brincando no pátio quando achou um galho de arvore que segundo ela era o galho mais perfeito que ela já tinha visto e que era igualzinho uma varinha mágica. Nunca esqueço como foi bonito o jeito que ela descreveu o galho. Eu não me lembro exatamente o que ela disse, mas me lembro de ter descrito a cor, textura, tamanho e no fim ela brilhantemente completou: "it felt so right! so perfect in my hands!" Aquilo me desconcertou e eu queria esmagar ela de tão fofa que ela tinha sido. O problema foi que a monitora pediu pra ela jogar o galho fora e não mexer mais nele. Ela tentou argumentar e falar que ia guardar, mas a mandona da monitora não deu ouvidos e exigiu que ela se livrasse logo daquilo. E me lembro bem dela falando toda resmungandinho: "She even calls me Dorothy (p.s.: se fala -ro-fi mas o nome dela é Do-ro--a) No fim das atividades ela tentou resgatar o galho mas não estava mais onde ela tinha deixado. Por isso vou guardar essa bela folha de outono para Dora. Tenho certeza que ela ia gostar.

*_*_*_*

Agora estamos em fase de provas na escola. Odeio dar notas mas acho o máximo corrigir provas porque os alunos tem muita criatividade. Me lembro como eu escrevia as maiores besteiras porque nunca fui uma boa estudante. Mas o que acho mais legal são os bilhetinhos que os alunos deixam nas provas e eu como boba que sou sempre respondo, nas provas mesmo. Ah dane-se. Alguns que eu me lembro aqui:

- Teacher: I forgot this one! Rs
- I don´t know! :/
- :)
- resposta. Maybe?
- ???

domingo, 5 de julho de 2009

Lost in translation

 Esta semana tenho uma missão inédita: ensinar português para um irlandês que mora há muito tempo na Suiça. Aí fiquei pensando que tem um pouco a ver com o livro que eu estou lendo, que é sobre um escritor americano que vai pra Ucrania para descobrir coisas sobre o seus tatatatattatara vós e contrata um ucraniano pra ser tradutor. É muito engraçado porque o ucraniano fala um inglês terrível de dicionário que muitas vezes não faz o menor sentido e muitas outras vezes as frases ficam super inapropriadas. Eu tive que parar de ler o livro no onibus porque eu ria muito. E assim como no livro sei que vou ter vontade de não corrigir o menino porque vai ser tão engraçadinho quando ele falar coisas do tipo "vou colocar o telefone no oregano" (como um amigo americano falou outro dia). Mas ao mesmo tempo lembro como ficava brava com o floridian que eu namorava quando eu falava umas coisas erradas. Ele falava "you're so cute". E teve também um dia que eu queria enforcar ele com a própria lingua quando ele tirou um sarro animal da minha cara. Foi assim: estavamos vendo um video e alguém fala alguma coisa sobre "boner" e eu perguntei o que isso significava. Ele muito espertinho falou que é quando você fica muito feliz, you get a boner. Tipo uma nota alta na prova, ou quando você quando ganha um presente. Ok. Simples.


Mais tarde estávamos na sala eu, ele e mais 4 amigos e ele conta:

Ele: Hoje ela me perguntou o que era "boner". Diz pra eles: quando vc tira uma nota alta...
Eu: You get a boner!
Ele: Quando voce fica feliz...
Eu: You get a boner!

Ai um dos amigos dele pergunta: é isso que voces falam no Brasil?

Não entendi e foi só entao que o fdp me explicou rindo da minha cara (o bom foi que os amigos acharam a brincadeira bem sem graça, o que fez ele se sentir meio mal) que "a boner" é quando o menino fica excitado e suas partes baixas enrijecem.

Prometi dar o troco quando ele viesse pro Brasil, mas infelizmente eu nao me lembrei. E isso foi imperdoavel!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Not iluminated!

Consegui um livro novo e legal pra ler: Everything is iluminated. Tem até um filme desse livro, acho que é com o Elijah Wood. O filme é lindo! Emprestei de uma menina que trabalha comigo. A mesma que me emprestou o Diario de Brigdet Jones. Pedi uma sugestão de leitura e acertei em cheio pra quem perguntar. Ela só me respondeu muito classuda: Ah, eu te mando o link com minha biblioteca virtual e você escolhe! Achei tão chique e organizado! E a menina tem muita coisa legal...o que significa que não estarei aceitando sugestões por um bom tempo.


Sai da aula atrasada e correndo pra pegar o onibus no horário mas acabei perdendo o bendito. Achei até meio bom porque queria começar a ler o livro logo e assim teria mais tempo. Perdi o onibus por 1 minuto mas acabei sendo a primeira da fila anyways. Me aconcheguei e logo abri o livro. Duas excitantes páginas depois chega uma senhora e se posiciona bem atrás da onde eu tava, reclamando que o sol estava demais (o que tenho que concordar, estava de rachar). E começa a falar, falar e falar. Fala do onibus, fala do tempo, fala que ta velha e cansada e eu ali lendo e relendo a mesma frase umas quinhentas vezes. (As pessoas mais velhas conseguem ser bem incovenientes as vezes. ) A estas horas já estou com o livro na altura da testa pra não ter erro de ela perceber que eu estou concentrada e que ela está atrapalhando. Mas ela quer assuntar e tem que ser comigo. Não com as outras cinco pessoas da fila. Até que então chega uma outra senhora e me pergunta: "esse é o começo da fila?" e eu digo: "sim, esse é o começo da fila." Ela: "ah então to certa né" Eu: "bom, na verdade o fim da fila é ali, esse é o começo." Ela: "Ahhh então tenho que ir pra lá." Pura jogada de marketing né, mas ta, eu digo: "Não, senhora, pode ficar aqui na frente, não tem problema", mas na verdade queria ter dito: pelamordedeus, faça par com essa outra senhora aqui que já tá me deixando maluca. E a outra senhora passando por cima da minha generosidade diz: "Os mais velhos podem ficar na frente." Finamente percebem a existencia uma da outra e começam a contar seus canceres e cistos e gripes e tudo mais que tiveram. (Me explica o que aconteceu com essa geração que tem o maior prazer em conversar sobre doença?) Eu, aliviada, voltei pra minha leitura. Ou pelo menos tentei, mas a felicidade durou pouco pois a primeira senhora insistia em me incluir na conversa! "Eu tava dizendo pra ela, ne?" "Eu lembro quando eu lia livro assim que nem ela..." Ai djizus-santa-paciencia! A penitencia só terminou quando o onibus chegou e eu deixei as duas beldades irem na frente: primeiro por educação e segundo pra ver onde elas iam sentar e me sentar bem na direção oposta.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Crise

 O tempo lá fora é reflexo de como estou me sentindo por dentro: cinza e chuvosa. E a razão disso é que eu gosto de intensidade! romance! drama! e esta cidade não inspira nada disso. Depois de dez meses de volta, percebi que nessa cidade é tudo tão morno. Curitiba é tudo legalzinho mas não excita, não traz adrenalina...e é uma pena pois é uma cidade tão bonitinha. É uma cidade pra eu passar as férias, mas não para morar. Eu preciso de mais. Mais aventuras, mais amores, mais dinheiro, mais e mais...


Ai...ai...semana de crise.

*_*_*

Esta semana resolvi que precisava comprar um livro "novo" (que eu já não tenha lido) e decidi fazer uma experiência: comprar o livro mais barato que achar no sebo  e com a capa mais horrorosa. Até mesmo pra comprovar se não devemos - literalmente - julgar um livro pela capa e confiar em tudo que dizem nela. Eis que acho uma sessão de livros por um real no primeiro sebo que vou. Depois de muito vasculhar - chegando a conclusão que aqueles livros não estão por esse preço por acaso - escolhi: o título é "Oh What a Wonderful Wedding". Já começa a ser engraçado por aí pois eu, que sou total descrente nesse negócio de casamento, jamais compraria um livro com esse nome. Outra coisa foi a capa: o fundo é rosa, bem entre um rosa-bebê e um rosa–goiaba, com várias estrelas brancas espalhadas por toda parte da frente; um desenho de um noivo carregando a noiva nos braços enquanto se beijam, assim quase nada clichê; alguns convidados e um depoimento feito pelo Boston Post: "hilarious...a laugh in every line". Pois bem, depois de toda essa analise resolvi dar uma chance ao livro da escritora que também escreveu "The Loving Couple" - meu deus! essa mulher não podia ser mais irritante? Dei ao livro 6 capítulos pra me convencer que era melhor que a capa. E...Sem chance! O livro é a coisa mais sem graça que meus olhos já viram. "Uma risada a cada linha"? Em 6 capítulos, ou seja 53 páginas, não consegui dar meia risada. E olha que eu dou risada com umas coisas beeem bestas. De tudo que li agora o livro não passa de uma descrição sem graça de eventos entediantes entre a familia do noivo e da noiva. Sem falar que o livro está tão podre que parece aquelas folhinhas de calendário: é virar a página e ela desgruda.  Preciso desesperadamente de um livro bom pra ler!

domingo, 21 de junho de 2009

I want you around

 Descoberta fantastica no primeiro dia de inverno! Tudo começou 5 minutos antes de sair, quase atrasadas:


Eu: Irmã, escolhe uma música. É só o que temos tempo de ouvir.
Irmã: I want you around

Vasculhando na discografia do Ramones no meu Itunes descobri que não tenho uma das minhas músicas favoritas. Felizmente temos o santo youtube. Digitei lá o nome da música e enquanto carregava pensei que com certeza alguém fez uma montagem tosca com fotos e colocaram essa música de fundo. De repente...falta de ar!!! Tem clipe dessa música!! Como que eu, que cacei pela cidade todos o discos da banda até completar a discografia, que me lembro bem começou com Brain Drain a 10 reais num fechamento de loja até o ultimo da coleção Too Tough To Die, que foi achado num sebo por R$30 (e de quebra ainda levei o Operation Ivy de graça porque acho que o carinha da loja tinha uma quedinha por mim); eu que tinha revistas e mais revistas com coisas sobre o Ramones; eu que colecionei posters e mais posters; eu que tenho marcado na pele a paixão que um dia já foi bem maior pela banda que revolucionou minha percepção sobre a música; COMO QUE EU NÃO SABIA DA EXISTENCIA DESSE CLIPE?? Não sei como esse clipe se escondeu de mim por tanto tempo, só sei que nos ultimos 15 minutos já assisti 3 vezes e acho que ele merece um comentario detalhado da pérola que é:

Começa com uma bela moça acendendo um baseado e escolhendo um disco pra tocar na vitrola. Ela pega quatro discos: Bob Dylan, ai acho que o outro é Pink Floyd, Rolling Stones mas ela escolhe o ultimo que é Road to Ruin dos Ramones. Ela começa então a pirar que os Ramones estão ali no quarto dela e ela começa a se insinuar fortão para os rapazes. Melhor cena: Joey levantando da poltrona e se dirigindo para cama onde a moça está deitada e começa a cantar pra ela no seu ar mais sexy. (ou tentativa de) 
Cenas bizarras:
- Johnny tocando violão e depois tocando uma guitarra Rickenbaker...onde foi parar a Mosrite?
- De repente a menina tá de lingerie e no outro instante já esta de toalha se preparando para um banho. Abre a cortina e...tchanana: Dee Dee todo molhado tocando um baixo GIBSON!! Detalhe pra cara de safada que ela faz.
- E por fim depois de ter se insuado pra todos os três, ela desmaia no colo do Marky sem mais nem menos. 

Ótimo! Ótimo! Ótimo! Vou assistir mais umas dez vezes antes de dormir pra recuperar todo o tempo que fiquei sem saber da existência dessa obra divina.

sábado, 20 de junho de 2009

Pé na Estrada

 Parece que me faltam sugestões para ler livros bons porque ultimamente só tenho relido tudo o que já li. Tenho procurado nos sebos o On The Road do Jack Kerouac em ingles. Aquela velha historia: ja li em portugues e depois de ter morado lá fora tenho mais noção de como as coisas funcionam e por isso vai ser muito mais interessante ler a versão original. Esta busca não está sendo fácil porém. Eu poderia muito bem encomendar em uma livraria qualquer, mas não é a mesma coisa. As capas são sempre umas coisas modernas feias e não tem aquele cheiro maravilhoso de livro velho. Esses dias achei num sebo uma nova versão do livro do Kerouac: são os manuscritos originais do On The Road - infelizmente em portugues. Foi emocionante ver o livro e lembrar de algo muito legal me aconteceu quando morava em NY: sai da estação de trem e resolvi vagar sem destino pelo centro de Manhattan, já que o namorado só saía do trabalho as 6 e eram 2. Acabei dando de frente com a Biblioteca Publica de New York com uma faixa gigante na frente dizendo: EXPOSIÇÃO SOBRE A VIDA DE JACK KEROUAC. Levei muita sorte pois era o ultimo fim de semana da exposição e cheguei bem a tempo para a última visita guiada do dia. Primeiro: nunca vi uma tour tão bem feita quanto aquela. A lady falou que quando ela estava estudando as coisas do Kerouac pra falar, ela achava que ele era mais um daqueles bebados metidos a escritor e tal, mas depois entendeu que ele estava bem além do seu tempo e que era muito genial no que fazia. Ela falou com tanta paixão que foi bonito de ver. Segundo: tinha todo material original que ele escreveu! Os manuscritos - dúvida: podemos chamar de manuscrito mesmo sendo digitado em máquina de escrever? - com suas proprias anotações e erros de digitação...Muito foda! E tinha muitas fotos, muitas coisinhas...até um canivete que ele usava. Foi lindo! 


Resolvi dar uma olhada no livro que eu tenho do On The Road que lembro até hoje foi um achado na feirinha de domingo. Até que a capa é legalzinha mas po, porque eles fazem isso com o título: ON THE ROAD - pé na estrada. Ou traduz, ou não traduz. Simples assim. Pra que essa coisa ridícula de colocar subtitulo...

E pensando aqui, tentei lembrar de mais alguns exemplos mas só consigo lembrar do "Closer - perto demais" (com meu amado Jude Law...ai...ai...), e resolvi fazer uma lista e assim que tiver um numero razoavel de pérolas te conto.


quarta-feira, 17 de junho de 2009

E a vida adulta me leva a loucura...

 Tendo que ser sempre muito pontual nas aulas (não que no geral eu já não seja) percebi que estou ficando bem sistemática. Se isso é bom ou ruim, eu ainda não sei...mas o que sei é que com certeza não é isso que quero fazer o resto da vida, o que me fez pensar e chegar a conclusão que eu acho que nunca vou achar UMA coisa que eu quero fazer pelo o resto da vida. Simplesmente isso não é pra mim. Mas isso é outra história. O que quero te contar é que hoje eu estava analisando meu dia e olha que maquininha eu estou virando:


6:00 (da manhã) - despertador toca. aperto soneca por mais 10 minutos.
6:10 - levanto, começo a me vestir sem muita complicação, pego uma porcariazinha qualquer pra comer enquanto me arrumo.
6:21 - relógio biologico me faz olhar que horas são e logo em seguida começo a pegar os livros, pastas e papeis para as aulas do dia.
6:24 - saio de casa.
6: 27 - pego onibus ate o terminal.
6:31 - me direciono ao ponto do proximo onibus que só chega em 9 minutos, mas eu gosto de chegar 5 minutos antes pra ficar bem na frente, para ser as primeiras a entrar e conseguir lugar para sentar. Já sei até o exato lugar que a porta do ônibus vai parar e aprendi que na porta do meio é por onde o menor numero de pessoas descem, portanto as pessoas embarcam antes do que as outras duas.
6:40 - onibus parte.
7:17 - chego ao destino.
7:30 - começa a aula
8:55 - acabo a aula pra dar tempo de levar o rdaio na salinha e pegar o onibus das 9:03 para o centro.

Desse horario ate 11:30 fico livre mas que geralmente eu acabo caindo na rotina de comer um pao de queijo com cappuccino num cafe perto da Osorio lendo livro, revista ou qualquer outra coisa e depois ficar indo de sebo em sebo olhando os livros e dvd's.

12:15 - começa a proxima aula
13:43 - termino a aula, o que me dá dois minutos para limpar o quadro, guardar toda a caquerada na bolsa, guardar o arquivo de presença e andar normalmente até o ponto de onibus. Percebi que se terminar a aula dois minutos mais cedo eu posso andar normalmente da Cel Dulcidio ate a Praça Osorio sem pressa e pegar o onibus no horario certo e o mais legal: pegando todos os sinaleiros de pedestres verdes, que no total são três. O horário que o onibus passa é as 13:59 mas todo dia este ele está 3 minutos atrasado, o que me dá tempo de chegar ao ponto calmamente. 
14:03 - pego onibus rumo ao lar
14:26 - chego no terminal. sempre perco o biarticulado porque no momento que um onibus está estacionando o outro está saindo, mas tudo bem pois nessa hora por algum motivo sempre vem 3 na sequencia.
14:32 - ufa! casa!

terça-feira, 16 de junho de 2009

Porque eu sou assim...

Já faz mais ou menos uma semana que me deu febre de ouvir exaustivamente as bandas grudentas que eu ouvia uns anos atrás. Alguem me disse que os gatos estão carentes por causa do frio...deve ser por isso. O top 3 albuns dessa semana são:

- I´m sorry I´m leaving do Saves the day. Faço minha as palavras do Chris: "what we need sometimes are chilly nights and warmer thighs". É, acho que é isso que preciso. Aprendi a tocar "the way his collar falls" e é só isso que quero fazer o dia inteiro. Os olhinhos dos familiares se reviram quando pego o violão: "lá vai ela de novo". Eu gosto dessa música poxa.

- Something to write home about do Get up Kids. Voizinha mais doce, rouquinha, linda. Sem falar nos tecladinhos, xilofones e barulhinhos em geral que são de apertar o coração.

- E pra acabar de vez o Swiss Army Romance do Dashboard.
"...I want to give you whatever you need. What is it that you need? Is it what I need?..." Sem comentarios.

Bons tempos quando emo era isso.

*_*_*

Ontem aconteceu a coisa mais bizarra: no caminho do trabalho resolvi passar no Subway e comer um sanduíche antes da aula. Aí quando cheguei lá comecei a me lembrar de quando ia no Subway lá nos Estados Unidos e como eu ficava meio nervosa pra pedir qualquer coisa em restaurante com medo de falar besteira. A moça atrás do balcão então me pergunta o tipo do pão e nessa hora eu estava com meu pensamento muito longe. Me deu um branco e meio sem pensar pedi o tipo de pão que nunca peço. Fomos para proxima fase: alface, tomate, rucula? Deu branco de novo!! Uma pausa de 2 segundos e eu respondo um sonoro YES! Reparei que o cara da frente ficou olhando. O moça pergunta algo mais e nessa hora eu estava em transe, sei la... Gente, o que aconteceu comigo... Ai o cara da frente pergunta: Do you need some help? E eu: Ahnn, não, não. Eu sou brasileira só estou um pouco confusa. Com que não sei, gente-do-céu. O cara virou pra frente e com certeza achou que sou uma doida varrida. O que não deixa de ser meio verdade. Pedi qualquer coisa e sai de lá bem rapidinho.

*_*_*

Trabalhando no Projeto X. Te conto depois.

domingo, 14 de junho de 2009

Oh Jack, oh Bill...oh-oh...India!

Lendo a entrevista do Jack Nicholson na minha biblia (o livro da Rolling Stone que inclusive fica na cabeceira da minha cama) descobri uma coisa bem bizarra: ele morava com a mae, o pai bebado e duas irmãs. Quando uma das irmãs morreu, contaram pra ele que ela era na verdade sua mãe e quem ele achava que era sua mãe era na verdade sua vó. Eles tinham 17 anos de diferença. Isso até parece um filme do Almodovar.


*_*_*

To lendo agora a entrevista com o  Bill Murray. Antes eu não gostava dele, mas na verdade era porque eu confundia ele com o Jim Belushi e eu odeio According to Jim. Mas ai assisti o Encontros e Desencontros que apesar de todo bafafá acho legal, mas nao tuuuudo aquilo que falam. Ai assisti aquele que ele manda flores pras mulheres que ele zoou na vida e ele ganhou uns pontinhos a mais. Mas ele me ganhou mesmo quando assisti Life Aquatic e já entrou pra minha lista atores favoritos.

*_*_*

Meus alunos sempre reclamam dos indianos falando inglês. Dizem que o sotaque é muito dificil de entender e as vezes o ingles nao é muito certo. Confirmei isso esses dias quando minha irmã me mostrou uma mensagem que um cara mandou pra ela no orkut, veja a pérola:

"hello , friend , are you know English ? you knows country India ? ?"

Ahaha, é até bonitinho.

*_*_*


quarta-feira, 10 de junho de 2009

Mais um capitulo do xilofone...

Eu ainda nao desisti. Botei pra tocar o cd do Panic at the Disco no ipod, que tem varios barulhinhos de xilofone, pra inspirar e fui atras. Fui na unica loja que tem um do jeito que eu quero: de criança, com baquetinha, coloridinho e funcionando direitinho. Uma graça! Rosa choque e tudo mais. A negociaçao foi mais ou menos assim:

Vendedor: Posso ajudar?
Eu: Quero dar uma olhada naquele xilofone que voce tem ali atrás.
Vendedor: Fique a vontade.

Fui até lá e uma etiquetinha amarelada me relembrou o quanto custava: 52,00!! (Que eu me lembrava era 48,00. Enfim...)

Eu: Negocio seguinte: eu te dou 35,00 pra levar ele agora! Tá na mão! (ahahaha eu com meu maior ar de negociadora...foi ridiculo!)
Vendedor: Ixiii, não rola...eles não abaixam esse preço.
Eu: Mas po, 52,00 num negocio de brinquedo e usado ainda!
Vendedor: Não é usado.
Eu: Mas parece.
Vendendor: Não tem jeito, é esse o preço. Voce nem acha essas coisas mais pra vender.
Eu: É verdade, mas isso porque ninguem mais quer comprar. Fazer assim : eu volto mes que vem e tenho certeza que isto vai estar aqui ainda. Ai voce me vende por 35,00.
Vendedor: ...
Eu: Po me dá pelo menos um desconto! Me vende por 50 entao! (pessima negociante, de 35 pra 50!!)
Vendedor: Vamos ali falar com o gerente. ele que decide.

Gerente: Não tem desconto. É esse o preço. 52,00 é o preço descritivo.
Eu pensando: preço descritivo??? que porra é essa! o que esse cara tá falando! isso nem existe!

Final da historia: sai da loja puta da cara. E nada de xilofone pra mim. Eu posso ser uma má negociante mas eles são péssimos vendedores! E tem mais sou orgulhosa demais pra voltar naquela loja e comprar aquela droga, que hoje eu quero mais ainda. To quase dando dinheiro pra alguem ir la comprar pra mim.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

20 anos!

 Vinte anos atrás nascia a pessoa que entre trancos e barrancos é a minha companheira mais fiel: minha irmã. A unica pessoa que consegue assistir 6 episodios de Sex and the City na sequencia comigo, uma das unicas pessoas (se nao a unica) que me sinto mais confortavel na presença; que me faz rir feito boba e que faço rir feito boba; que conseguimos passar dias inteiros falando besteiras, coisas sérias, sobre musica, bandas, moda, até brigar e ficar de bico por cinco minutos e começar tudo de novo. Apesar das personalidades bem diferentes, temos muito em comum e fico feliz que nos ultimos 7 anos nos tornamos confidentes. Várias vezes ouvi meu pai falando: como é que tem tanto assunto? como é que acham tanta coisa engraçada? Menina talentosa e inteligente. Precisa ver como fico boba de ver ela tocando com a banda dela. Fico ali na frente do palco fazendo papel de irmã coruja, toda orgulhosa, com lágrimas nos olhos toda vez. Ela não sabe, mas é sempre assim, salva pelo barulho da banda ninguem ouve os soluços tentando segurar o choro.  E olha, como a gente se diverte. Sei que ela queria estar bem longe agora, mas fico feliz de poder comemorar o vigesimo ano de vida ao lado dela. Regado a champagne e bolo de nozes com damasco.


*_*_*_*_*

Eu gosto de quando estou ouvindo uma musica, fechar os olhos e ouvir todos os barulhinhos da gravaçao. Cada detalhe que se voce nao parar, nao da pra ouvir. Gosto muito de fazer isso com os Beatles. Resisti tanto pra prestar atençao nos Beatles, porque os fãs são muito chatos. E eu gosto de ouvir depois que passa a febre, tipo do contra mesmo. Foi assim com os Beatles, com a Amy, ate com a Susan (eu insisto em chamar ela de Sylvia) Boyle - outra coisa que me fez chorar quando assisti, afe. Lembro que há um ano atras quando trabalhava na casa de uma familia Grega em NY, peguei uma coletanea da banda de Liverpool do pai e a partir dai já era: estava fisgada. Baixei a discografia e virou vicio mesmo. Tem muita coisa boa! Mas o que eu queria dizer é que fazendo esse negocio de ouvir todo barulhinho, descobri que tem uma musica no White Album que o Paul Mcartney faz o baixo com a boca! I Will é o nome. Eles foram muito pioneiros locões, gosto muito disso.

*_*_*_*

Gabe agora é viciada em Scrabble. Estou tentando arrumar um esquema pra comprar o jogo com tabuleiro e pecinhas de madeira e tudo mais. Dificil porque quero um que tem y's e w's porque daí dá pra jogar tanto em portugues quanto ingles. Enquanto isso não acontece, vou jogando no Facebook mesmo...outra coisa que resisti em fazer, mas agora fiz pela boa causa que é o Scrabble.

domingo, 7 de junho de 2009

Valentin versus Antonio

 Dia dos Namorados está ai bem perto, e fiquei pensando...Primeiro: esses dias estava cortando caminho pelo shopping e vi em algumas vitrines escrito "Valentine's Day". Eu já acho irritante essa história de colocar nas vitrines, letreiros e etc escritos em ingles porque é mais "chique", sendo que nem 10 % da população fala a bendita lingua. Outra coisa: Valentine's Day é comemorado por causa do São Valentin (e é 14 de fevereiro na maior parte do mundo) e o Dia dos Namorados no Brasil é comemorado por causa do Santo Antonio. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Pra que escrever Valentine's Day na vitrine gente-do-ceu!! Get a clue people! (PS.: eu escrevo em inglês porque eu sei que voce eh bilingue blog-diario. e tbm porque tem umas expressoes que sao mais legais em ingles, e tbm pq eu fico com preguiça de pensar muito, ai a primeira coisa aparece na mente é a escolhida, e tbm pq voce é meu diario, eu escrevo do jeito que eu quiser. )


Ai pensei um pouco mais sobre o assunto: eu acho essa comemoraçao do Sao Valentin bem mais legal porque você manda cartoes e presentes para as pessoas que voce gosta, independente se é namorad@ ou nao. Mas claro que é bem mais frustante quando você nao recebe nada! Neste caso, pelo menos no dia dos namorados se voce nao tem namorado, voce nem espera nada.

No dia 14 de fevereiro deste ano recebi um cartao da mãe do menino que namorava lá nos EUA. Ela é uma das pessoas mais incriveis que conheci lá. Ahh, old Carol! Ninguem fez me sentir mais em familia quando mais precisava de uma do que ela. Ela fala mais que o homem da cobra, é verdade, mas era tão legal conversar com ela. Sem falar que Bell's era a nossa loja preferida então assunto nunca faltava! É uma loja com muita bugiganga barata, tipo coisa pra casa, escritorio, ate umas roupas, mas eu nao gostava muito dessa parte. Eu pensava: um dia quando for bem rica vou vir pra Florida e comprar um monte de coisa na Bell's pra decorar minha casa. 

I miss Bell's. I miss Carol. I don't miss Florida.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Ahnnn o inverno...

 Que coisa boa! Nunca achei que um dia ia gostar tanto de frio como agora. Esta semana está perfeito: dia lindo, ceu azul sem-igual, e frio de doer. As pessoas estão tao elegantes! Vi dois senhores de chapeu, aqueles de feltro com uma fita em volta. Um luxo! Dá ate gosto de sair na rua. Nao é como o verao, que fica todo mundo suando, com um monte de pele aparecendo. O inverno traz uma elegancia e um misterio...


Comecei a gostar do inverno depois de passar um ano no calor escaldante da Florida. Um ano inteiro e apenas DOIS dias de 10 graus e só. O resto tudo perto dos 40. Inferno é lá com certeza. Depois de lá peguei o inverno de Nova York. Beeeem mais frio que os menos dois graus de hoje de manha. Lembro ate hoje da pior idéia em conjunto do século (minha e do parceiro): bagel com cream cheese e suco de açai como café da manha, aos pés da ponte do Brooklyn, num deck bem perto da água. Romantico no ultimo, mas que idéia infeliz! Mal conseguia mastigar de tanto que tremiam os dentes. Aqui pelo menos não venta daquele jeito.

*_*_*_*

Pensamento do dia: é engraçado que em portugues a expressão "tudo azul" é usada quando tudo está mil maravilhas, mas em ingles "when you've got the blues" quer dizer que você está triste. Conclusao tirada porque uma infeliz ficou com uma musica do Claudinho e Buchecha na cabeça, que nao sendo ruim o suficiente por si só, ainda misturam portugues com ingles pra nao fazer o menor sentido mesmo: 

"Olha eu te amo
E te quero tanto
Beijar teu corpo nu
Nem hipocrisia
É amor
Com você tudo fica blue

Sabe tchururu..."

*_*_*_*

Pérola da traduçao: um desses programas de moda da GNT, falavam de maquiagem e a pessoa estava falando de blush (como meu pai disse outro dia que demorou uns 30 anos pra ele descobrir o que era blush, vai aqui uma ajuda: é um pó um pouco mais escuro que o tom da pele usado nas maças do rosto pra dar um ar de "coradinha"). Maça do rosto é "cheek bones" mas na traducao: maxilar! Mama mia! A pessoa que precisa dar uma coradinha no maxilar tem algum problema.


domingo, 31 de maio de 2009

Eu criei um monstro

 E esse monstro é voce, blog-diario. Pela segunda vez me botou em encrenca. Desta vez maior ainda. E tudo porque eu simplesmente nao releio o que eu eu escrevo. Isso acontece tambem com emails: eu escrevo do que jeito que vem na minha cabeca e depois que mando, eu faço besteira maior de reler. Mas ai ja era...erros de digitaçao, palavras faltando, frase confusas... Isso é um problema eu sei, e por varias vezes me encrequei por isso. Eu, como boa descendente de italiana, a tendencia é falar besteira sempre. Se voce pudesse falar, imagino que cantaria aquela musica da Amy Winehouse pra mim: "you knew that I was trouble..." É verdade, eu sabia e até pensei em parar de te escrever, mas é que eu gosto tanto. Eu tenho pensado numa maneira de criar um diario de verdade, papel e caneta, como era a ideia original. Estou tentando bolar umas taticas de motivaçao. Acho que a primeira é ter uma caneta bem boa, daquelas bem molhadinhas...mas e que mais? Preciso pensar... Mas ao mesmo tempo, acho que não teria tanta liberdade assim pra me expressar do jeito que eu bem entender, porque e se acontece de alguem da sua familia pegar e ler? (como ja aconteceu comigo no passado) Vamos admitir que o diário de uma outra pessoa é uma baita de uma tentaçao. Uma hora ou outra alguem vai ler. E que tal fazer um blog-diario mas anonimo...mas perai, o endereço fica registrado no seu computador, qualquer ser que mexa no seu computador pode ver e como a xeretice é algo presente no ser humano por natureza, você e todo o seu mundo paralelo será descoberto.(como ja aconteceu com um amigo meu) Conclusão: nao tem jeito! Eu estou condenada a tropeçar na lingua de uma forma ou de outra, e essa é a explicaçao para eu nao ter desistido de voce. 

domingo, 24 de maio de 2009

Tinge de cá e tinge de lá

Semana de fazer arte. Já que semana passada meu tingimento de calça, inspirado no NY Dolls - comprei uma calca jeans clara no brexo e tingi de vermelho - , foi um sucesso resolvi repetir a façanha. Já adianto, não com o mesmo sucesso. Tenho uma calça que adoro, que ganhei do ex (como é bom usar o mesmo tamanho de roupa que o namorado, quando ele tem bom gosto e o mesmo estilo que o seu. ele me deu umas 3 ou 4 calças que tinham o caimento perfeito) que é um jeans com um pouco de stretch, na cor cinza. Um belo dia, mamãe estava limpando aqui em casa com um maldito produto que, foi só encostar não-lembro-onde e a merda estava feita:  deixou uma mancha ridicula que acompanhava todo o bolso direito da frente. Odeio essa porra de cloro. Não contente com estragar um pouco a calça, resolvi trabalhar um pouco mais na façanha: no dia seguinte, no meio de uma produção de um comercial, coloquei uma caneta no bolso - afinal na correria tem que se ter tudo a mão. Eu, muito esperta ainda pensei: vou colocar a caneta de cabeça pra baixo pra evitar qualquer acidente. Eu SÓ nao me liguei que é assim que as canetas estouram. E claro, minha calça que já tinha uma bela mancha de quiboa, agora tbm tinha uma mancha de caneta azul, mas agora do lado esquerdo. Ambos os lados carimbados. Good job, Gabriela! Felizmente estou nessa fase de tingir roupa, e resolvi dar um trato na minha querida calça cinza.


Comprei uma tinta cinza - a gente nunca sabe o tom que realmente é a tinta, entao, é fechar o olho e esperar pelo melhor. E pra melhorar tive uma excelente idéia: colocar com um conta-gotas quiboa só ali na mancha de caneta, porque daí aquela parte fica mais clara e quando eu tingir tudo fica na mesma cor. Erro um: tinta de caneta não sabe com porra nenhuma!! Erro dois: quando que eu achei que ia conseguir clarear so a mancha? Resultado: como nao tinha conta-gota, resolvi cuidadosamente gotejar quiboa só na mancha, o que obviamente não aconteceu e eu fiquei com uma mancha enoooorme de quiboa em volta da mancha de caneta. Bom, vamo embora tingir e dane-se. Vai que dá certo. A calça ficou linda! Um cinza grafite. As manchas? Ainda lá, mais visiveis do que nunca. 

Mas nao desisto facil, gosto muito dessa calça. Resolvi então tacar quiboa na parada inteirinha e dai tingir de novo, (tipo quando vc pinta cabelo: descolore e poe a cor depois) mas agora de preto pra nao ter erro. Quiboa é uma coisa do demo. Poucos minutos e a calça tava branca. Ficou até meio legal, mas vamos seguir com o roteiro. Resultado final: a calça ficou linda! Um cinza bem escuro e desta vez sem mancha nenhuma! A não ser a de caneta, mas como a calça é escura, agora não faz tanto mal. Claro que, como quando vc descolore e pinta o cabelo, a calça sofreu uma alteração na qualidade do tecido: ela ficou como se fosse um numero maior e acho que o strech já eras. Está ainda bem usável, mas agora mais androgena que nunca. 

sexta-feira, 22 de maio de 2009

É so pensar meu bem...

Quinta aconteceu uma coisa interessante: um dia antes eu dormi assistindo o filme A vida é bela (que eu acho o máximo e já assisti umas 200 vezes). Sempre me divirto, pq acho o Roberto Begnini ótimo. Ai de manha sai da aula, tomei um cappuccino e um pao de queijo em uma panificadora do centro (e bye bye dieta dos carboidratos) que é bem perto de onde meu pai trabalha. Saindo da panificadora, passando bem em frente do predio de tres andares dele fiquei olhando pra janela e pensando (como no filme quando o Guido aprende sobre o poder do pensamento de Schopenhauer e tenta botar em pratica na opera dizendo: virate principesa virate, virate, virate, até que a mulher vira e olha pra ele) "aparece pai, aparece, aparece". Andei uns 10 passos, olhando e nada. Enfim, né, a vida nem é tao bela assim, me virei e continuei a ler meu livro, quando meu celular toca...é meu pai e adivinha?? Ta na janela!! Grande Schopenhauer!


É estranho falar no celular com uma pessoa quando voce pode vê-la e pode ouvi-la mas não é assim ao vivo.

Voltei a ler Lolita. Comecei a ler a uns 4 ou 5 meses atras e devorei ate umas 20 paginas do final e dai parei. Nunca gostei muito desses livros em  que o autor descreve nos minimos detalhes a cena, porque parece mais enrolação do que qualquer outra coisa. Gosto que va direto ao ponto, gosto de ação, ma man! Mas gostei bastante da narrativa e por isso foi bem rapido, mas agora que voltei nao consigo mais me concentrar...quero acabar logo, mas começo a ler e o pensamento vai na direcao oposta. E faltam só umas 10 paginas. 

terça-feira, 19 de maio de 2009

Tchup-tchup-tchuru

 Esses dias na aula, na sequencia do livro tinha uma musica que os alunos tinham que ouvir e preencher as lacunas e tal. Era tudo no presente, bem fácil. Ai quando vi que música que era, me emocionei: TOM'S DINER!! Aquela da Suzane Vega: "tchup-tchup-tchuru-tchuru-tchuru-tchup tchuru-tchuru I am sitting in the morning at the diner on the corner I am waiting at the counter for the man to pour the coffee..." Primeiro motivo da emoção foi que não ouvia essa música a anos e lembro nos meus tempos de meninice dançando na matine, e segundo e maior foi que EU JA FUI LA!! Eu fui no Tom's Diner! Me lembro até da minha lindissima amiga Cassia, cantando pra mim quando estavamos a caminho. O Tom's Diner é uma lanchonete a duas quadras da casa do menino que eu namorava la em NY. Fiquei me segurando pra não contar pra turma, sei lá, acho que eles iam achar sem graça, já que aquela é uma turma bem sem senso de humor (e não mereciam). Estou feliz em poder compartilhar com voce, querido blog-diário!


Terminei o livro! E já to sentindo falta. O livro da Rolling Stone é muito grande pra carregar na bolsa, junto com apostilas, dicionarios, canetas, canetinhas, ipod, listas de presenca, batom, cartao do onibus, cartao do banco, chave de casa, chave do armario da escola...mas já defini a proxima meta: achar outro livro do JD Salinger. Quero ver se é tão bom quando o Catcher. 

No fim das contas o cara não mata ninguem. Não sei por que achei isso, depois de ter lido duas vezes antes desta vez. Eu as vezes esqueço umas coisas tão básicas... Eu lembro de um namorado que ficava puto da cara com isso...ahahaha, é engraçado pensando bem. As ultimas tres paginas do livro estavam riscadas com caneta preta e marca texto. Fiquei meio com raiva. 

Sempre que compro um livro no sebo, eu fico pensando por ele andou antes de ser meu. Eu as vezes penso que toda pessoa a quem o livro perteceu deveria escrever o nome, apesar de eu não gostar de escrever em livro. Eu adorava ver quem tinha emprestado os livros na biblioteca, quando tinha aquele metodo bem antigo que era um papelzinho no fim do livro. As vezes com o nome, as vezes só a data.

Como já mencionei o Catcher foi lançado em 64 (a ediçao que eu tenho), imagina: o livro é em inglês então talvez tenha pertencido a alguém que foi pra os Estados Unidos na epoca, comprou e trouxe de volta. Ou a pessoa era de lá e presenteou alguem daqui. Queria poder saber o que aconteceu antes de ele parar na minha mão. E ele ainda tem chão, porque eu pretendo guardar a sete chaves. Pensando nisso me lembrei do argentino que sentou do meu lado no avião quando eu voltava de Buenos Aires. Ele já tinha uma certa idade e me contou que quando era mais novo (imagino la pelos anos 60) foi pra New York e a viagem levava 24 ou 48 horas (não lembro direito). Era absurdo de longa! Tinha que fazer 500 escalas não sei onde...

*_*_*_*

Banda completa!! Escarola, Salmão, Ravióli e Arroz

*_*_*_*

Atualmente gostando bastante do cd novo do Green Day. 21 guns preferida disparado.

domingo, 17 de maio de 2009

E finalmente inverno!!

Meu livro está literalmente se desintegrando: as páginas se quebram igualzinho folha de arvore seca. A cada leitura deixo um rastro de pequenos pedaços de papel amarelado. O livro é a ediçao de 1964. Quase 50 anos. Puxa!


Estou quase no fim. 

Eu gosto de livros em que os autores escrevem assim como se fala, porque eu faço muito disso, e lendo o "Catcher" muitas vezes eu tive que repetir em voz alta pra entender o que ele queria dizer. As vezes mais de uma vez. Olha que engraçado:

helluva = hell of a 
innarested = (esse eu demorei um pouco pra descobrir) interested
I toleja  = I told you 
wuddaya wanna = what do you want to
dont'cha = don't you
wudga say = what did you say
wuddayacallit = what do you call it
wutchamacallit = what you...esta eu ainda nao descobri... what you may call it talvez???

Vixi, parece uma lingua indigena. Eu gosto do cara do livro tambem por 3 coisas: 

- ele gosta de exagerar quando fala de certas coisas como eu: ele demorou 53 horas pra se arrumar, tenho que repetir 3 mil vezes, exceto que pra mim tudo é um milhão.

- ele disse uma coisa muito certa: ele fala de atores, mas eu prefiro pensar em musicos, que quando são bons são agradáveis de se ver/ouvir, mas quando eles são muito bons, estraga tudo! Eles sabem que são muito bons aí já acham que são superiores, ficam metidos e tal. Por isso gosto do Green Day. Eles são bons, mas não são ótimos! Nas músicas, cada um faz a sua parte, bem feita e ninguém se atravessa no que o outro está fazendo. (Aliás comecei a gostar um pouco mais do cd novo)

- e outra coisa: achei tão bonitinho quando ele falou que as vezes voce le um livro e se identifica tanto com o cara que escreveu que voce deseja ser amigo dele e poder ligar pro cara e conversar sobre o que vc leu. Putz, eu sinto muito isso.

*_*_*_*

Sexa-feira de andança atrás de um xilofone pra banda. Eu não sei o que foi pior: chegar nas lojas e pedir um xilofone e a pessoa, claramente sem a menor idéia do que eu estava falando simplesmente respondia que não tinha, com aquela expressão de "putz, acabou de acabar" ou o cara que pediu pra eu descrever o que eu queria, eu descrevi e ele fazendo eu ficar com cara de idiota na frente dos amigos dele me falou que esse não era o nome do que procurava e bateu o pé me dizendo que eu estava errada. Obviamente não lembrou o nome porque ele brincava com aquilo quando era criança e certamente ele tinha mais que meio século de idade. Com certeza não lembra nem qual o nome da mãe.

Enfim, tive que me contentar com um xilofone de 2,99 que falta notas mas ta quebrando um galho.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Cabelos, torradas e grandes pérolas

Assistindo Friends outro dia vi uma pérola da traduçao: Phoebe falava que provavelmente naquele dia ia fazer sexo com o noivo no banheiro de um restaurante e Monica disse que Chandler não gosta de fazer nem no próprio banheiro deles. Ele se defende dizendo: that's where you do number 2! E a tradução foi: é onde fica a amante, ao invés de: é onde voce faz o numero dois. Aff viu. Aí me lembrei quando estava assistindo Napoleão Dynamite na tv esses tempos e quando ele ligava para casa da escola porque não se sentia muito bem e pede para o irmão levar o seu "chapstick" pra ele, a tradução foi batom ao invés de hidratante labial.


*_*_*_*

Fiquei pensando hoje: não é estranho que o pão quando fica velho fica duro, e a torrada quando fica velha fica mole?

*_*_*_*

Fase de cabelos rebeldes: sem saco pra secar o cabelo, deixo ele ao natural - naturalmente leãozinho - o que me faz lembrar de uma célebre frase da minha irmã: "não é justo uma pessoa nascer rica e com cabelo liso na mesma vida!"

*_*_*_*

Devorando o "The catcher in the rye", a parte marcante de hoje foi quando Holden no trem pra NY conhece a mãe de um colega seu de classe, que segundo ele gosta de sair do chuveiro batendo nas bundas nuas dos colegas com a toalha, na maior maldade. Enquanto a mãe falava que o cara era muito sensível, Holden secretamente em sua mente complementava: "sim, ele é tão sensível quanto um assento de privada".

segunda-feira, 11 de maio de 2009

The catcher in the rye

Este final de semana assisti o filme Capitulo 27 que é sobre o cara que matou o John Lennon. O filme é legal, apesar de meio devagar. O mais interessante foi que o fdp que matou J. L. achava que era a encarnação (ou algo do tipo) do Holden Caulfield que é o personagem principal do livro O apanhador no campo de centeio. Ele pirou que não eram coincidências estar em NY, perto do Natal e ambos matarem alguém na mesma época e tal. O começo do filme é exatamente igual ao do livro e o cara fala umas coisas que o cara do livro falou, só que como se fossem seus pensamentos. Tipo doido varrido mesmo. Eu já tinha lido o livro a alguns anos atrás em português e me lembro bem que devorei em dois dias. Decidi então que hoje iria comprar a versão em inglês e ler de novo. Eu sabia que na Saraiva teria mas resolvi dar chance pra sorte e procurar em sebos. Nos quatro que fui, descobri uma coisa em comum: todos os livros em inglês estavam organizados "rigorosamente aleatórios", como disse um dos atendentes. Bom, vamo lá, tinha 3 horas pra matar mesmo antes da aula, então olhei livro por livro. De 3 a 6 prateleiras com umas 6 fileiras em cada loja. Primeiro, nada, segundo nada, terceiro, nada, quarto, ultima prateleira quase ultima fileira, lá estava ele!! Lindo, bordô, com escrito amarelo-ovo exatamente como no filme, com páginas envelhecidas, cheiro de velho e tudo mais!! Que coisa boa! Pareceu até coisa de filme: dei um gemido de felicidade e automáticamente abri a primeira página pra ver se não tinha nada escrito (Ps.: no filme - e talvez o que aconteceu mesmo - o cara escreve to: Holden Caulfield from: Holden Caulfield This is...alguma coisa). É claro que não tinha nada, mas já pensou se fosse o mesmo livro do cara que matou o John Lennon? Paguei e já comecei a devorar o livro novamente. Nas primeiras páginas comecei a ter uma sensação de deva-ju: eu me via andando numa rua (eu adoro andar e ler) lendo aquele mesmo livro em inglês e umas cenas me vinham a cabeça antes mesmo de eu ler.  Eu pensei: mas não é possivel, eu li esse livro há uns 8 anos atrás e eu tenho uma memória de peixe. Foi quando lembrei que já tinha lido a versão em inglês. Foi em NY e logo que emprestei o livro da biblioteca voltei pra casa andando e lendo. Engraçado como se apagou da minha memória até aquele momento. Como eu gosto do jeito da narrativa do livro e agora ainda depois do filme, dá pra visualizar de um jeito diferente, portanto vou ler pela terceira vez. Adoro o jeito casual que o autor relata as situações, o jeito rabugento do piá do livro e ao mesmo tempo cômico e sarcastico. 


*_*_*_*

Passando pelo Crystal a caminho de casa, dei uma olhadela de 2 segundos em uma das tevezinhas espalhadas pelo shopping e aprendi algo interessante: o elefante é o único animal que tem quatro joelhos! Rá, que coisa engraçada!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Heim?

Semana passada duas metas nao compridas:

1) nao me deixarei levar pelo beleza das coisas e sim pelo preco a pagar. Acho assustador como uma sandalia de plastico que nao passava de 30 reais hoje em dia nao custa menos que 70! Mas como que por destino achei uma revista da Melissa no lixo da onde eu trabalho e resolvi pegar e dar uma folheada. A revista era o maximo e sem falar que me apaixonei com um modelo. Resolvi ir à loja como quem nao quer nada. Foi só provar e eu caí na tentacao. Ela é linda, eu tive que comprar.

2) não comprarei novos livros sem antes terminar o que estou lendo no momento. Maaaaas achei um livro do Garfield que eu procurava a muito tempo, colorido e em ingles, E EM PROMOÇÃO. E em  minha defesa eu li o livro todo no mesmo dia.

Falando em livro, eu me envergonhei de minha propria ignorancia lendo uma entrevista da Rolling Stone. Sem saber nada sobre, eu comecei a ler a entrevista de Joni Mitchell. Primeira coisa que me veio foi: quem será esse cara? Bom, vamos descobrir. De cara já descobri que era um cantor, que se vestia muito bem e era amigo do Neil Young e Bob Dylan e mais tarde começou a cantar folk. Até que numa das respostas ele disse: e eu ainda usava cilio postiço. Heim?? Bom, tá deve ser tipo os New York Dolls, sei lá. Ai disse que era casado com Chuck Mitchell. Hmm, bom, com essa história que americanos gostam de nomes sem generos (como Taylor, Logan, Scotty, Billy que são usados tanto para homens quanto mulheres) é normal uma mulher se chamar Chuck. Até que finalmente ele disse: "I was preocupied with the things of my girlhood...". Heim??? Girlhood??? Depois de 6 páginas e 11 perguntas eu descobri que Joni Mitchell é uma mulher!! Reli a entrevista inteira novamente e percebi que como eu desde o começo achando que Joni era um homem - confusão também causada pelos nomes sem generos já citados - eu deixei passar várias frases que deixaram claramente explicitos que Joni é apelido para Joan. Para me redimir decidi baixar alguns álbuns, que estão a caminho.

*_*_*_*

Ontem no onibus vi umas pessoas conversando por linguagem de sinais e me perguntei: será que é possivel gaguejar em linguagem de sinais?

*_*_*_*

Hoje me surpreendi um uma mulher do meu lado tirando as cuticulas dos dedos (das maos, claro). Primeiro pensei: nossa! cada coisa! Depois comecei a reparar, que mulher habilidosa!! Ia para um lado e depois para o outro e tirava as cuticulas inteirinhas, em um onibus em movimento, USANDO A MÃO ESQUERDA! E depois a direita com a mesma perfeição. Eu TIVE que elogiar a pessoa e ressaltar a minha não-habilidade da mão esquerda, e que seria ótimo ter duas direitas. O proximo pensamento foi: adorei a ideia! É o que sempre digo: a gente perde muito tempo dentro de um onibus, temos que usar esse tempo para coisas uteis! E tenho dito.

*_*_*_*


quarta-feira, 29 de abril de 2009

Chicken ou Hen?

Assistindo um episodio do Seinfeld ontem, eu fiquei um tanto confusa: George levou os pais para conhecer os pais de sua noiva em um jantar, e seu pai lanca a qüestao: tem o rooster (galo), hen (galinha) e chicken (definicao em teste). O rooster fica com a chicken, e quem fica com a hen? Tem alguma coisa faltando, ele diz!! Ai o pai da noiva diz: o rooster fica com a chicken e a hen. Ai eu penso: bom preciso descobri a diferenca da hen e chicken, que ate entao eu tinha bem claro na cabeca que sabia, mas decidi ir mais a fundo. Do dicionario ingles/ingles:


chicken: 1. young bird, especially a hen. 2. its meat. Hmm ta, bom a segunda parte eh facil, eh frango. Mas a primeira...hmm ave jovem, especialmente uma galinha. Especialmente?? Ta vamos ver o que diz na descricao da hen.

hen: 1. adult female chicken. 2. female of any bird. Bom, ta hen é uma chicken adulta. Chicken é uma ave jovem. Mas ao mesmo tempo hen eh a femea de qualquer ave. Entao uma chicken é uma hen também. 

Hmmm confuso. So me resta a pergunta: quem veio antes, a hen ou a chicken?

*_*_*_*_*
 
Peguei onibus ontem uma mulher igualzinha a mae do monstro dos Goonies. Cabelinho meio chanel, olho azul e tudo mais.

*_*_*_*_*